Rápidas | Com 007 Viva e Deixe Morrer

Rápidas | Com 007 Viva e Deixe Morrer

A estreia de Roger Moore como o agente secreto 007 se dá em um dos filmes mais fracos de toda a franquia, com um vilão meio sem carisma (Yaphet Koto), uma mocinha bonitinha mas sem sal (Jane Seymour) e uma trama desconexa que mistura a blaxploitation dos anos 70 com cartomantes, vodus e coisas do gênero.

Pra piorar, a direção burocrática de Guy Hamilton cria um filme sem ritmo cuja cena de ação mais intensa acontece somente depois de 59 minutos de filme – e olhe lá.

Considerando que O Homem da Pistola de Ouro é um desastre semelhante, podemos dizer que Roger Moore só se encontrou como James Bond mesmo no eficiente O Espião que Me Amava.

Por outro lado, a canção de McCartney para o filme é um clássico imediato. É o que salva, mas não muito.

Live and Let Die (1973). Direção: Guy Hamilton. Com: Roger Moore, Yaphet Koto e Jane Seymour

Review | Iron Sky (2012) ou Deu a Louca nos Nazis

Review | Iron Sky (2012) ou Deu a Louca nos Nazis

Uma co-produção Alemanha/Finlândia/Austrália, Iron Sky, dirigida por Timo Vuorensola, bebe diretamente da fonte dos filmes B dos anos 40 e 50. 

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Crítica | A Separação

Crítica | A Separação

Vencedor do Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira, A Separação, do diretor iraniano Ashgar Farhadi, é um daqueles filmes que parte de uma história até banal para nos presentear com uma reflexão poderosa sobre temas universais relacionados à família, à responsabilidade e à verdade. Na visão de Farhadi, a busca pela verdade incondicional pode levar a consequências trágicas, não tanto pelo desejo de afirmá-la como íntegra, mas porque, muitas vezes, deixa-se de enxergar a verdade daqueles que estão ao nosso lado como autêntica e buscamos somente transformar a nossa em única e absoluta.

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Crítica | 007 – Operação Skyfall

Crítica | 007 – Operação Skyfall

Ao completar cinquenta anos, é esperado que uma saga cinematográfica como a do agente secreto James Bond tenha de lidar com sua própria relevância dentro do universo em que está inserida, tendo ainda o desafio de estabelecer-se como um produto interessante para as novas gerações sem esquecer ou desconsiderar os cânones  erguidos ao longo dos anos.

A entrada de Daniel Craig mostrou ao público, de forma indiscutível, que isso seria bastante viável.  E mesmo que após sua retumbante estreia em Cassino Royale tenhamos tido o irregular Quantum of Solace, é satisfatório perceber que os filmes de 007 ainda podem nos surpreender – por conta disso, 007 – Operação Skyfall se estabelece não apenas como um dos melhores filmes da cinessérie como um dos melhores longas de 2012.

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Crítica | Sete Dias com Marilyn

Crítica | Sete Dias com Marilyn

Que fique claro. Sete Dias com Marilyn não é uma biografia da estrela norte-americana falecida em em 1962. Trata-se, com propriedade, de um recorte de um período da vida de Marilyn – mais especificamente, quando voou para Londres para as filmagens de O Príncipe Encantado, em 1957. O que temos de Marilyn é o ponto de vista do jovem Colin Clark, cujo relacionamento com a estrela foi posteriormente revelado no livro Minha Semana com Marilyn, no qual se baseia o filme dirigido por Simon Curtis. Protagonizado por Michelle Williams, o filme, apesar do tom francamente romântico, não traçar um retrato muito favorável da instável – e adorável – estrela. Talvez, por isso mesmo, resulte em um experiência que, se é memorável pela atuação assombrosa de Willams, deixa um estranho gosto amargo na boca ao fim de sua projeção.

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Review | Safety Not Guaranteed

Review | Safety Not Guaranteed

O filme se baseia em uma história verídica na qual um sujeito publicou um anúncio buscando um companheiro para uma viagem no tempo. Segundo o anúncio, era preciso que a pessoa levasse suas próprias armas e que a ‘segurança não era garantida’. Partindo dessa premissa altamente interessante, o diretor Colin Trevorrow elaborou, junto com o roteirista Derek Connoly, um filme bem-humorado, com personagens curiosos e uma dupla central transbordando química e cumplicidade.

No filme, três jornalistas viajam para uma cidadezinha do interior dos EUA para descobrir quem é a pessoa que está por trás do misterioso classificado e, principalmente, se há algum fundo de verdade na história. Se a máquina do tempo existe – e se Kenneth (Mark Duplass, numa interpretação repleta de nuances) é um louco ou um gênio – isso pouco importa, porque o objetivo do filme é outro. O que se vê em Safety Not Guaranteed é, na verdade, a busca pelo tempo perdido, seja aquele real, que nos escapou há pouco, ou aquele idealizado, o desejo de voltar no tempo e fazer com que as coisas aconteçam da maneira que gostaríamos.

Com uma levada indie inquestionável, o filme lembra muito certas obras já basilares do gênero, como 500 Dias com Ela e Juno. Ao contrário destas, porém, o diretor Trevorrow está mais preocupado em contar uma história do que emular um estilo cinematográfico. Mesmo assim, Trevorrow ainda cai em armadilhas desnecessárias, como a bonitinha, mas inúti, trama com o jornalista (Jake Johnson, da série New Girl) que resolve reencontrar seu amor dos tempos do ginásio e o suposto drama do novato indiano Arnau (cujo personagem parece uma caricatura mais série do Raj, de Big Bang Theory, o que é um grande problema).

Por isso mesmo, cada vez que a  jovem Darius (Aubrey Plaza) aparece, o filme cresce e se transforma. Dividida entre ao trabalho e a mais sincera admiração pela figura fascinante que é Jeff , Darius é uma jovem sonhadora, idealista – cujo sonho é voltar aos tempos em que cavaleiros se confrontam com dragões e ogros – e que, assim como o espectador, mantém acesa a esperança de que, quem sabe, a máquina do tempo realmente funcione – e que a fantasia supere, finalmente, a dura realidade.

Misturando ainda uma dupla de agentes saída diretamente de Homens de Preto e roubos à laboratórios espaciais, Safety é um filme que deixa o espectador no suspense até sua surpreendente conclusão. Alguns podem achá-la genial. Outros nem tanto. Cabe a você decidir.

Safety Not Guaranteed  (2012) – Dirigido por Colin Trevorrow. Escrito por Derek Connoly. Com Aubrey Plaza, Mark Duplass, Jake Johnson.

 

 

Crítica | Um Método Perigoso

Crítica | Um Método Perigoso

No início de sua carreira, David Cronenberg fazia uso de intrigantes efeitos de maquiagem para traduzir toda a degradação, a fragilidade e a dilaceração física e psicológica de seus personagens. Dono de uma filmografia invejável, o diretor canadense se estabeleceu ao longo dos anos como um audacioso cronista de dramas em que sonho e realidade se confundem, em que a violência existe como parte integrante de nossas vidas, como algo a ser abraçado mais do que temido. Por conta disso, Cronenberg parecia a escolha perfeita para retratar em Um Método Perigoso o encontro entre os dois homens que estabeleceram as bases da psicanálise moderna. O resultado, embora interessante, é um filme frio, sempre distante e muitas vezes equivocado.

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Crítica | A Perseguição

Crítica | A Perseguição

Desde a morte de sua esposa Natasha Richardon num estúpido acidente em uma pista de esqui, Liam Neeson parece ter buscado nos filmes de ação uma forma de catarse em relação a esta inesperada tragédia. A partir de 2009, Neeson deixou de lado papéis mais dramáticos e investiu em obras ligeiras como Fúria de Titãs, Esquadrão Classe A e Desconhecido. Se não são filmes memoráveis, pelo menos estão ainda longe do padrão Nicolas Cage de qualidade. Agora, Neeson retoma a parceria com o diretor Joe Carnahan neste curioso A Perseguição que, se não apresenta nenhuma novidade em termos de roteiro ou direção, tem qualidades suficientes para entreter o espectador sem ofender a sua inteligência – o que sempre é bem-vindo.

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Crítica | Prometheus

Crítica | Prometheus

A sequência inicial de Prometheus é emblemática ao retratar em seus poucos minutos as qualidades e os problemas existentes na nova obra do diretor Ridley Scott. Ao som de uma trilha sonora grandiosa e belas paisagens, vemos um humanoide alienígena engolindo um estranho líquido ao mesmo tempo em que uma gigantesca nave espacial abandona a atmosfera do planeta. Ao tomar este líquido, o humanoide vai aos poucos se desintegrando e cai na água, com seu corpo agora transmutado em células que, como podemos deduzir, darão origem a novas formas de vida. Para os mais atentos, fica a impressão de que o que vemos é a visão de Ridley Scott para o início da vida na Terra.  Ou não.

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Rápidas | V/H/S

Rápidas | V/H/S

O gênero de found footage já gerou muita coisa boa (A Bruxa de Blair, Cloverfield, Atividades Paranormal 1 e 3 e o subestimado Poder Sem Limites). Já deu origem a muita porcaria também (como os horrendos Filha do Mal e Apollo 18).