Trailer | A Bela e a Fera 3-D
Uma das melhores animações já realizadas pelos estúdios Disney, a Bela e a Fera volta aos cinemas agora no mês de janeiro. Assim como O Rei Leão, uma excelente oportunidade para todos aqueles que não tiveram a satisfação de ver esta obra-prima nas salas de exibiçao. A lista de filmes que retornam à telona em 2012 é grande, indo desde Titanic até Star Wars – Episódio I. E, pelo que consta, também com a opção de ver no original em 2-d, o que já seria ótimo de qualquer maneira.
Trailer | Sherlock Holmes 2 : O Jogo das Sombras
Ao contrário da nova versão de Os Três Mosqueteiros, a modernização das histórias de Sherlock Holmes foi extremamente bem-sucedida, por conta de um roteiro inteligente (mesmo se dedicando tempo demais a algumas lutas), um diretor inspirado e uma dupla de protagonistas em total sintonia. Agora, em dezembro, chega a continuação deste grande sucesso. A principal novidade é a adição, ao elenco, da ótima Noomi Rapace. Para quem não liga o nome à pessoa, Noomi deu vida à Lisbeth Salander, a anti-heroína da série de livros Millenium, em suas versões cinematográficas.
Crítica | Os Três Mosqueteiros
A nova versão do clássico romance, publicado pela primeira vez em 1844, mantém como base a trama original escrita por Alexandre Dumas, mas toma diversas liberdades narrativas e históricas com o objetivo de modernizar a história para um público mais jovem. Dirigido por Paul W. S. Anderson, responsável pela série de filmes Resident Evil, o filme consegue ser bem sucedido nas eficientes cenas de ação em 3-D que recheiam as suas pouco mais de duas horas de duração, mas afunda de forma absoluta por conta de um roteiro incapaz de desenvolver seus personagens de forma adequada e repleto de sequencias que não levam a lugar algum.
Crítica | Professora sem Classe
A primeira vez que vi Cameron Diaz – assim como quase todo o mundo – foi em O Máscara. Naquela época, a beleza incomum da atriz me chamou a atenção, muito mais do que seus dotes artísticos. Passados 17 anos desde sua estréia, ela ainda não consegue convencer como atriz de talento, e seu sex-appeal já não funciona como antigamente. Neste Professora sem Classe, isso fica ainda mais evidente.
Cameron Dias interpreta Elizabeth Halsey, uma professora politicamente incorreta que fuma, dirige perigosamente, não faz a menor questão de fazer amizades com seus colegas de classe e muito menos se preocupa em saber o nome de seus alunos. Afinal de contas, em poucos dias ela irá casar com um milionário. Assim, quanto menos contato, melhor.
Infelizmente, nem tudo funciona da maneira como ela deseja. Levando um fora de seu noivo às vésperas do casamento, Elizabeth decide que, para voltar a se tornar uma mulher nota 10 (pois ela se considera apenas 8,85) precisa de novos – e siliconados – peitos. Para conseguir os U$ 10 mil dólares necessários para a operação, Elizabeth utiliza de todos os recursos possíveis, criando diversas confusões durante o ano letivo.
Contado dessa maneira, era de se esperar que o filme fosse, no mínimo, divertido. Algo, porém, desandou no meio do caminho. Professora Sem Classe é apenas um filme engraçadinho, no qual, infelizmente, a maior parte das piadas não funciona. Escrito pela mesma dupla responsável pela série The Office, o roteiro investe em sequencias inócuas e personagens caricatos cuja função dramática é altamente questionável, caso da amiga professora mais velha e do diretor fascinado por golfinhos, além de contar com uma das cenas mais constrangedoras dos últimos tempos, que envolve Justin Timberlake, Cameron Diaz e uma cena de sexo ‘com roupa’.
Parte do fracasso do filme se deve, também, à direção insegura de Jake Kasdan, mostrando que talento não é uma coisa que se herde de berço, visto que seu pai é o lendário Lawrence Kasdan, roteirista apenas de Caçadores da Arca Perdida e O Império Contra-Ataca. Kasdan perde diversas oportunidades de criar algumas gags interessantes, e consegue desperdiçar em cenas desnecessárias os talentos da veterana Molly Shannon e Eric Stonestreet, o Cameron de Modern Family, que deve ter aceitado o papel apenas por ser amigo de alguém da produção.
Repleto de figurinhas carimbadas das séries de televisão e de comédias similares, o filme erra também na caracterização de personagens-chave da história, como Justin Timberlake, o professor almofadinha pelo qual Elizabeth se interessa e Lucy Punch, a única professora que percebe as armações da colega. Sempre acima do tom, os dois não conseguem sequer parecer exagerados, apenas caricatos.
Nesta salada, quem se salva é o sempre bonachão Jason Segel e a própria Cameron Diaz, que se esbalda no papel da professora politicamente incorreta que fuma maconha no estacionamento e rouba dinheiro da viagem dos alunos. Há, também, algumas (poucas) boas sacadas no roteiro, como os filmes que Elizabeth passa todos os dias para seus alunos – que incluem várias obras que tem escola como palco, desde O Preço do Desafio, passando por Mentes Perigosas e até Pânico – e as diferentes desculpas que ela inventa, a cada momento, para o término de seu noivado.
Com uma redenção forçadíssima em sua conclusão, o filme dá apenas uma frágil noção do que poderia ter sido, se contasse com um diretor mais talentoso que realmente soubesse levar a trama aos limites que ela poderia oferecer. Algo que o excelente Missão Madrinha de Casamento faz com um pé nas costas.
DC Comics no cinema: várias pedras no meio do caminho
[slideshow]Ontem foi a vez da Marvel. Hoje veremos, em pequenos textos, como tem sido a história dos heróis da DC no cinema nos últimos 40 anos.
É fácil perceber que a DC, ao contrário da Marvel, tem em sua história para o cinema poucos filmes muito bons, e um excesso de filmes que não precisavam ter sido feitos. Preparem-se, para o alto e avante!
Superman (1978). O filme que é o marco para os quadrinhos no cinema. Um filme em que tudo dá certo, desde a direção inspirada de Richard Donner, à música eterna de John Williams, o roteiro de Mario Puzo e, é claro, a escolha do intérprete que será para sempre o rosto do Superman (não importa quantos filmes venham a existir no futuro), nosso saudoso Christopher Revee. Clássico e imperdível. 5/5
Superman II (1980). Filmado simultaneamente com o primeiro, esse filme sofreu com a saída de Richard Donner,que foi substituído às pressas por Richard Lester, que adicionou cenas de comédia pastelão e refilmou diversas sequencias, o que quebra o ritmo do filme. Ainda assim, vale a pena pela ótima batalha do Super contra o General Zod. 4/5
Superman III (1983). Transformaram o que era uma aventura em comédia e trouxeram Richard Pryor para fazer piada. Em resumo, foi o que aconteceu neste filme. Totalmente descaracterizado, Superman luta contra um gênio da informática num filme que consegue ser mais datado que o original de 1978. 2/5
Supergirl (1984). Este faz parte dos filmes que você provavelmente nunca viu. A prima do Superman vem para a Terra e acaba enfrentando uma bruxa (isso mesmo) interpretada por Faye Dunaway, obviamente acertando as contas do aluguel. 2/5
O Monstro do Pântano (1982) e O Retorno do Monstro do Pântano (1989). O primeiro foi dirigido por Wes Craven e tinha o seu charme trash de terrorzão dos anos 80. Já o segundo não tem muita salvação, com o monstro namorando a Heather Locklear e lutando contra criaturas deformadas geradas por um cientista louco. Média geral: 2/5
Batman (1989). O filme-evento da década. Nunca o marketing funcionou tanto para um filme. O maior destaque do filme é claramente o Coringa de Jack Nicholson, que rouba todas as cenas. Michael Keaton está inócuo e Kim Basinger apenas chata. Mesmo a direção de Tim Burton está equivocada e totalmente falha para as cenas de ação. Mas ainda é um bom filme, graças ainda ao visual estilizado e ao clima de filme de gângster dos anos 40. 3/5
Batman: O Retorno (1992). Aqui o jogo muda. Tim Burton ainda não sabia dirigir cenas de ação, mas realiza um filme denso, totalmente entregue à fantasia, carregado nas tintas e nas entrelinhas, trazendo ainda Michelle Pfeiffer como a melhor Mulher-Gato do cinema. E conseguindo fazer do Pinguim de Danny DeVito uma figura não menos que trágica. 4/5
Batman Eternamente (1995). Sai Tim Burton e entra Joel Schumacher. O que era sutil em Burton vira destaque de escola de samba na direção tresloucada de Schumacher. Uma Gotham saída de um pesadelo de neon,dois vilões caricatos e um ajudante de herói que só faz besteira. Mas pelo menos é divertido. Ou, melhor dizendo, inofensivo. 3/5
Batman e Robin (1997). Um filme que afundou a carreira de praticamente todos os envolvidos. Schwarzenegger largou o cinema. Alicia Silverstone e Chris O´Donnel vivem hoje de pontas em seriados da TV. Só George Clooney escapou desta que é não apenas a pior adaptação de quadrinhos de todos os tempos, mas um dos piores filmes de todos os tempos. Sério, o que eles estavam pensando? 1/5
Aço (1997). Outro filme que merece o ostracismo. Um filme feito com um personagem secundário de quadrinhos que era uma das versões secundárias do Superman surgidas após a saga A Morte do Superman vira, nas mãos de Shaquille O´Neal, um ex-engenheiro do exército americano que decide lutar pela verdade e pela justiça (huãã!) criando uma super-armadura. 1/5
Mulher-Gato (2004). Mais um filme em que tudo sai errado. A pior fantasia de heroína já feita, aliado a uma história rasteira, efeitos de vídeo game quinta categoria e Halle Berry com um sério problema de lordose quando anda. Junte a tudo isso o fato de desvincularem a personagem totalmente da história do Batman, de onde ela se originava e nunca deveria ter saído. O que sobra? Bem pouco. 1/5
Batman Begins (2005). Após sucessivos fracassos, a DC parecia ter aprendido a lição. Para isso, chamou um diretor de pulso e com uma criatividade visual sem limites, que reiniciou toda a franquia do Batman, resgatando elementos dos quadrinhos e trazendo as cenas de ação para o mundo real. O único porém do filme talvez seja o excesso de cenários digitais, mas até isso o diretor Christopher Nolan corrigiu na sequencia. 4/5
O Cavaleiro das Trevas (2008). A grande sacada de Christopher Nolan foi tratar esse filme não como um filme de super-herói, mas como um filme policial cujo personagem principal é um homem de máscara e cujo inimigo é um homem com o rosto pintado. Definidos esses parâmetros, bastou criar uma história envolvente, cenas de ação impactantes, coadjuvantes com motivações e sentimentos reais e uma trilha sonora (e fotografia, e direção de arte) impecáveis. Parece simples, mas não é. Um grande filme. 5/5
Watchmen (2009). Zack Snider recria para a telona o universo alternativo criado por Alan Moore e Dave Gibbons, num filme extremamente fiel aos quadrinhos e violento na medida certa. Uma ótima adaptação, que poderia ser ainda melhor se não fosse tão fiel na tentativa de emular no cinema o formato hermético das 12 edições desse clássico dos quadrinhos. 4/5
Jonah Hex (2010). Um ótimo personagem para um filme muito ruim. Após sessões testes desastrosas, e na tentativa de salvar o que se havia produzido, os produtores foram cortando, reeditando, ajustando e por fim, transformaram o filme num pastiche de história de faroeste com história de terror que acabou ficando com pouco mais de 80 minutos (incluindo os créditos). Uma pena. 1/5
Há outros filmes baseados em selos alternativos da DC, como o Vertigo , Paradox e Wild Storm. Veja alguns deles.
Do Inferno (2001). A investigação sobre a identidade de Jack,o Estripador gerou um calhamaço de mais de 1000 páginas chamado Do Inferno. Nele, Alan Moore apontava para a maçonaria, a Rainha Vitória e a Scotland Yard como cúmplices do assassino. Até o Homem Elefante participa da história. Resumida para a telona, temos um romance desnecessário de Johnny Depp com Heather Graham, mas ainda uma trama extremamente complexa e um clima de pesadelo que combina perfeitamente com os cenários estilizados da Londres do fim do século XIX. 3/5
Estrada para a Perdição (2002). Dirigido por Sam Mendes, com Tom Hanks e Paul Newman. Conta a história de um assassino cuja família é morta após um de seus filhos testemunhar um crime perpetrado pelo filho de seu chefe. Um filme sensível, com uma reconstituição de época irretocável e uma interpretação emocionante de Paul Newman, num de seus últimos trabalhos. Repare em Daniel Craig fazendo ponta. 4/5
Uma História de Violência (2005). Após matar dois criminosos que invadiram seu café, homem passa a ser perseguido por estranhos que afirmam que ele é um assassino foragido. A narrativa seca e concisa de David Cronenberg encontra em Viggo Mortensen o parceiro perfeito para seu estilo. Espere, como sempre,por cenas inesperadas de violência explícita. 4/5
Constantine (2005). Criado por Alan Moore para uma sequencia de histórias do Monstro do Pântano, o Constantine dos quadrinhos era louro, inglês, tinha a cara do Sting e jamais se envolvia em qualquer conflito físico. Aqui, ele fica moreno, americano, a cara do Keanu Reeves e usa uma metralhadora em forma de cruz. Mas, por incrível que pareça,o filme é até bonzinho. 3/5
V de Vingança (2005). A gigantesca saga de Alan Moore nos quadrinhos é simplificada em uma aventura que consegue manter o tom subversivo da trama, na história do ativista político V e sua luta para derrubar o governo autoritarista que tomou conta da Inglaterra. E tem a Natalie Portman, que sempre vale o ingresso. 3/5
A Liga Extraordinária (2003). Imagine Batman e Robin, o excesso de personagens e uma história atabalhoada. Tire o neon do cenário e o resultado é este filme. Não que a obra cinematográfica deva respeitar 100% seu original no papel, mas o problema aqui é que o roteirista responsável achou que bastava juntar diversos heróis literários numa mesma sala, dar algumas frases de efeito para Sean Connery e pronto. Não é bem assim que funciona. 2/5
Os Perdedores (2010). Mais um dos filmes de equipes de mercenários que saiu no ano passado, junto com Os Mercenários e Esquadrão Classe A. Aqui, grupo se junta para (como sempre) limpar seu nome e pegar os culpados, capitaneados pela belíssima Zoe Zaldana Nada de mais, nem de menos. 3/5
Red (2010). Se há um mérito nesse filme é juntar um elenco tão talentoso em um filme tão descompromissado. Bruce Willis, John Malkovich e Morgan Freeman se divertem com a história dos agentes aposentados que voltam à carga e mostram que a idade não é nada. E é sempre bom ver Helen Mirren não fazendo um drama. 3/5
O Clichê 2 – A Vingança da Criatividade
CENA 1: É noite e chove na floresta. A mocinha corre em desespero, pois está sendo perseguida por um assassino que já matou todos os seus amigos, entre eles um atleta, um nerd e uma gostosa. Apesar de andar extremamente devagar, o assassino, que está com um facão na mão, consegue alcançar a mocinha. Ao se ver acuada por seu algoz, ela tropeça, cai para trás e , ao invés de se levantar e sair correndo, fica se arrastando de costas na lama.
CENA 2: Dois amigos policiais conversam numa confeitaria tomando um café e comendo um Donuts. O mais velho abre a carteira e mostra para seu amigo a casa de praia que comprou recentemente e onde pretende passar os seus próximos anos, já que irá se aposentar em três semanas. De repente, ouvem um tiroteio na rua e correm para ver qual é a situação. Em meio a uma troca de tiros, o policial mais velho leva um tiro e morre, mas não sem antes pedir a seu amigo que diga para sua esposa que ele a amava muito.
CENA 3: A mocinha entra no avião após ter brigado com aquele que ela achava que seria o amor de sua vida. Este, percebendo a burrada que fez, pega um táxi para o aeroporto para reencontrá-la. Ao chegar no aeroporto, descobre que ela já embarcou. Percebendo que essa seria sua última chance de felicidade, ele conta sua história triste para todos os funcionários e atendentes da companhia aérea e do aeroporto que, não se sabe como, para o avião antes que ele decole para que ele possa finalmente se declarar para sua amada.
Nenhuma das três cenas acima faz parte de algum filme em especial, mas é provável que você já tenha visto essas situações não uma, mas diversas vezes. Isso é o que se costuma chamar de clichê: ferramentas narrativas que, após o uso recorrente e repetido em diversas produções, passam a ser lugar-comum. Não há nada de errado com o clichê. Ele tem, inclusive, uma importante missão na criação de uma identificação do espectador com a obra. Quanto mais familiar aquela situação, aquele personagem ou aquele ambiente pareça, maior a possibilidade do espectador interagir, se importar e acreditar no que está vendo.
O grande problema surge quando o clichê deixa de ser uma ferramenta narrativa e passa a ser uma muleta para roteiristas e diretores sem criatividade, que partem de uma fórmula pré-estabelecida (e bem-sucedida), para gerar produtos sem identidade. Fica, no espectador, aquela impressão de que “é aquela história de sempre”. Dois filmes recentes, de escalas financeiras e de sucesso diferentes, podem servir como exemplo para o que falamos.
O primeiro caso é o filme A origem (Inception),de Chistopher Nolan. O filme parte de um clichê temático clássico,o do filme de assalto, no qual um grupo é reunido por um líder, tendo cada um com sua habilidade específica que será essencial no resultado final. Sim, você já viu isso em 11 Homens e um Segredo e suas sequencias, assim como em Efeito Dominó, Uma Saída de Mestre e o último Velozes e Furiosos. Há também o clichê do protagonista que guarda um segredo do seu passado, assim como o clichê da novata que serve de interface entre a trama complexa e o espectador. Ainda assim, o roteirista e diretor Christopher Nolan consegue extrapolar essas situações comuns e criar uma história surpreendente e inovadora, na qual as linhas narrativas vão se encontrando até o clímax devastador. Um exemplo claro de que é possível trabalhar os clichês e as situações vistas em outros filmes em algo novo.
Do outro lado, temos o filme Sobrenatural (Insidious), uma produção de custo baixo com atores do segundo escalão de Hollywood. O filme apresenta diversos clichês factuais e narrativos comuns aos filmes de terror. Câmera na mão, como em A Bruxa de Blair e Atividade Paranormal? Sim,está lá. Sustos falsos? Confere. Fotografia lavada,com iluminação natural? Confere. Crianças em perigo? Também. Este porém, não seria nenhum problema, visto que são situações que ocorrem em 90% dos filmes de terror nos dias de hoje.
O que leva Sobrenatural para o chão não são os clichês, mas a trama derivada quase que integramente do filme Poltergeist, de 1982. Se você duvida, preste atenção na sinopse: Casal classe média com 3 filhos percebe fenômenos estranhos em casa. Pouco tempo depois, o espírito do filho mais novo é levado para o limbo. Com a ajuda de uma especialista na área espiritual e seus dois ajudantes – que levam uma série de equipamentos de filmagem para a casa – eles descobrem que o filho está cercado por almas penadas e por um espírito do mal. Um dos pais, então, vai para o além buscar a criança, não sem antes ter de impedir que os mortos invadam e destruam sua casa. Não se trata de referência, mas de plágio puro e simples.
A referência, quando bem trabalhada, não é problema nenhum. O cinema de Quentin Tarantino vive e respira referências culturais, musicais e cinematográficas de outros países e outras épocas, como a saga Kill Bill e Bastardos Inglórios. Assim como o clichê, o problema da referência é quando ela deixa de ser uma homenagem e se transforma em um recurso visual ou temático desgastado. Quando Matrix saiu, nos distante ano de 1999, o que existia de pior não eram as paródias às cenas de luta ou às cenas congeladas, mas a utilização ad nauseum do efeito bullet time e de cabos nas cenas de ação, que iam desde os filmes das Panteras até qualquer filme do Wesley Snipes.
Um olhar bem atento a diversos filmes em cartaz permite que o espectador perceba que, ao mesmo tempo em que surgem obras de caráter inovador, mesmo baseadas em elementos devidamente identificados no imaginário popular, abundam (no mal sentido) produtos sem personalidade que apenas reciclam boas idéias produzidas ao longo dos anos, sem, no entanto, criar algo inovador. Assim, para cada A origem, X-Men: Primeira Classe, Cisne Negro Meia Noite em Paris, Bravura Indômita e A Rede Social, há um Lanterna Verde, um Zé Colméia, um Transformers e um – sinto muito – Discurso do Rei. Sim, porque o clichê do professor que ajuda o aluno a encontra sua própria voz também já foi contado antes – e bem melhor.
10 razões porque Obi-wan é o fiasco de Star Wars
Quem acompanha o site www.cracked.com sabe como eles adoram tirar um sarro com nosso Jedi preferido Obi-wan Kenobi. Mas isso para mim nunca foi novidade. Desde o lançamento dos famigerados espisódios I, II e III, já estava claro para mim como Ben Kenobi foi o cara que ferrou com todo o universo Star Wars.
Que fique claro que quem vos escreve é um fã incondicional da saga. Mas que é divertido pegar esses detalhes, ah, isso é !!
Se ainda há alguma dúvida, veja abaixo alguns exemplos:
1) No episódio I, além de deixar o novato Darth Maul acabar com seu mestre Qui Gon Jin, Obi-wan só se salvou porque o vilão, ao invés de acabar com ele de uma vez, resolveu ficar ciscando sua espada laser na borda do poço, como se não tivesse nada melhor para fazer. Para conferir: http://www.cracked.com/article_18838_the-5-most-easily-avoidable-movie-deaths.html


