30 Filmes em 30 Dias | Agosto e Setembro
Abaixo temos alguns dos filmes vistos e revistos nos últimos 30 dias, tanto no cinema, como em casa, seja por meio da TV por assinatura, locadora ou Netflix. Como sempre, a cotação vai de 1 a 5, considerando que a nota 5 vale para um filme como Casablanca e a nota 1 para um filme como, por exemplo, Norbit.
Planeta dos Macacos – A Origem (2011). O reboot da saga do Planeta dos Macacos é um filme impactante e movimentado. Tendo pela primeira vez com atores que interpretam por meio da captura de movimento, o filme se destaca pela espetacular atuação de Andy Serkis (o Gollum) como o chimpanzé César, que se rebela contra seus antagonistas humanos. A conclusão em aberto deixa claro que teremos um novo capítulo nos próximos anos. 4/5
Professora sem Classe (2011). Cameron Diaz já deveria ter aprendido que não consegue segurar um filme sozinha. Nessa comédia de poucas risadas, ela faz o papel de uma professora picareta que tenta a todo custo se dar bem. O problema é que, com um personagem tão amoral como este, é difícil torcermos ou mesmo simpatizarmos com as falcatruas armadas por ela no decorrer da história. E o filme nem é tão engraçado assim. 2/5
Conan, o Bárbaro (2011). A nova versão da história imortalizada por Arnold Schwarzeneger em 1982 consegue a façanha de, mesmo contando com uma cena de ação a cada cinco minutos, ser um dos filmes mais entediantes da temporada. Colaboram para isso a direção canhestra de Marcus Nispel, o roteiro genérico que tenta criar um épico no estilo Senhor dos Anéis, mas passa longe, e pela interpretação nula de Jason Momoa, que deixa o cigano Igor parecendo Marlon Brando. 1/5
Sindicato de Ladrões (1954). A obra-prima de Elia Kazan e uma das interpretações mais impressionantes da carreira de Marlon Brando. A história do ex-pugilista Terry Malloy e sua luta contra os líderes do sindicato local é uma metáfora clara sobre a queda e a redenção do ser humano, numa trama de personagens antológicos que retrata também o clima político dos anos 50 nos Estados Unidos. O destaque, é claro, vai para o sensacional diálogo de Terry com seu irmão, quando este lamenta o fato de ter arruinado sua carreira como lutador em função das apostas do sindicato. Essencial. 5/5
Cowboys e Aliens (2011). Um filme no qual o título entrega tudo. Assim, não há grandes surpresas. O novo James Bond e o eterno Indiana Jones trabalham juntos nesta nova empreitada do diretor de Homem de Ferro. Como em todo filme que mistura gêneros diferenciados, nem sempre a combinação funciona, com o lado cowboy e o lado alien disputando quem se sai melhor. É um filme divertido. Mas poderia ser bem melhor. 3/5
Missão Madrinha de Casamento (2011). Escritor e interpretado por Kristen Wiig, do programa Saturday Night Live, o filme é uma das grandes surpresas do verão americano. Uma trama calcada no universo feminino, com discussões e conflitos com os quais todas as mulheres irão se identificar e com um humor universal que consegue atingir todos os públicos. Escatológico, exagerado, engraçado e emocionante. Precisa mais? 4/5
Star Wars IV – Uma Nova Esperança (1997). A versão em blu-ray da saga da família Skywalker chega finalmente à alta definição. Mesmo com todas as alterações efetuadas por George Lucas, o filme continua como uma aventura inesquecível, com um clima de seriado americano dos anos 50 e um roteiro que consegue mesclar diversas referências da história do cinema e, ainda assim, criar um universo inovador e eterno. 5/5
Star Wars V – O Império Contra-Ataca (1980). O filme que transformou Star Wars, de uma competentíssima e descompromissada aventura espacial, em uma saga de proporções épicas que conquistou mentes e corações em todo o mundo. Optando por colocar o vilão Darth Vader como o protagonista, o filme abandona o ar juvenil do anterior e premia o público com uma trama tensa e sombria, que ousa ferir os ‘mocinhos’ tanto física como emocionalmente. O epílogo propositalmente em aberto deixa diversas questões no ar e eleva as expectativas do público às alturas. 5/5
Star Wars VI – O Retorno de Jei (1983). A conclusão da saga espacial mais famosa do cinema poderia ter sido melhor. Obrigado a resolver o conflito deixado em aberto no filme anterior, George Lucas e o diretor Richard Marquandt entregam um filme de tom mais leve e infantil, alcançando o fundo do poço ao colocar aqueles ursinhos felpudos chamados Ewoks derrotando as forças do Império. A edição em blu-ray conta ainda com a pior alteração já feita por George Lucas para a saga: o grotesco “NÂO” dito por Darth Vader ao atacar o Imperador Palpatine. 3/5
O Homem do Futuro (2011). Primeira incursão do cinema brasileiro no filme do gênero viagem no tempo, O Homem do Futuro não se envergonha em beber descaradamente de obras como De Volta para o Futuro, Efeito Borboleta e Peggy Sue. Ainda assim, a história do cientista que volta no tempo para tentar resgatar sua autoestima e sua amada consegue conquistar o público pelo carisma de seus protagonistas, pelo clima nostálgico – que diz muito a qualquer uma acima de 30 anos – e pelos bons e eficazes efeitos especiais. 4/5
O Rei Leão 3-D (1994). Não se engane. Este ainda é o mesmo filme que conquistou a todos em 1994. Baseada livremente na obra de Shakespeare, a queda e a ascensão do leãozinho Simba é uma daquelas histórias que surpreendem o público por sua complexidade e, ao mesmo tempo, pela singeleza com que é contada. Um dos desenhos mais queridos de todos os tempos chega agora para uma geração que não teve a oportunidade de vê-lo em tela grande. Esta é uma oportunidade de rever um clássico em toda a sua majestade (desculpe o trocadilho) que todos devem aproveitar. Mesmo em 3-D, que neste caso acrescenta bem pouco à experiência. 5/5
Antes do Amanhecer (1995). Dirigido por Richard Linklater, o filme é uma delicada narrativa sobre dois jovens que se conhecem em um trem e decidem passar o dia juntos em Veneza, com situações e diálogos que fogem aos clichês de todos filmes românticos. Claro que nada disso funcionaria se o casal principal não nos convencesse de seus sentimentos. Assim, a interpretação iluminada – e otimista – de Julie Delpy contrasta com a personalidade desconfiada – mas romântica – de Hawke, permitindo que sejamos rendidos não pelas ações, mas pelos detalhes, pelos olhares, pelo toque e pelo silêncio a que eles se permitem. 5/5
Scarface (1983). Refilmagem do clássico de 1983, Scarface foi recebido a paus e pedras quando de seu lançamento. Rechaçado pelo excesso de violência e pela suposta glamorização da vida criminosa do protagonista Tony Montana, o filme até hoje é surpreendente. A direção segura de Brian de Palma contrasta com a trama de poucas sutilezas escrita por Oliver Stone. Al Pacino engana a todos em uma interpretação que apenas parece descontrolada, mas que é estudada em todos os seus mínimos detalhes. E prepare-se para o clímax mais explosivo e exagerado já visto em um filme de Hollywood. Um filme à frente de seu tempo, que definiu um estilo de comportamento para toda uma geração. 5/5
Team America (2004). Saído da mente doentia e genial de Trey Parker e Matt Stone, os responsáveis por South Park, Team America é uma suspeita homenagem aos seriados protagonizados por marionetes dos anos 60, como os Thunderbirds. Após a morte de um de seus principais homens, equipe paramilitar recruta um ator da Broadway para ocupar seu lugar. Team America aponta sua metralhadora giratória para todos os lados, sendo que a vítima preferida é o ator Matt Damon ( “Matt Damon”). Aparentemente tosco em sua realização, o filme é na verdade um tour de force dos artistas responsáveis pelas marionetes, que atuam em performances que vão desde lutas exaustivamente coreografadas até uma bizarra cena de sexo. 4/5
Jane Eyre (2011). A mais nova versão do romance de Charlotte Brontë tem na direção segura e sensível de Cary Fugunaka seu maior trunfo. Investindo em um clima fatalista que deve muito mais ao drama e ao suspense do que ao romance, o filme conta ainda com dois dos mais importantes nomes da nova geração: Mia Wasikowska, provando finalmente que a sua Alice foi apenas um acidente de percurso e Michael Fassbender, perfeito como o homem amargurado e taciturno que encontra em Jane Eyre uma nova chance para o amor. 4/5
Psicose 2 (1983). Vinte anos depois do Psicose original, o diretor Richard Franklin arriscou-se em criar uma continuação para um dos mais emblemáticos filmes do mestre Hitchcock. O resultado, obviamente a milhas distante do original, é um filme tenso, com uma trama cheia de reviravoltas que traz Anthony Perkins, o eterno Norman Bates, de volta à sua casa e a seu motel. Confrontando-se constantemente com os pecados de seu passado, Bates tem sua sanidade – e sua inocência – questionada, ao mesmo tempo em que novos assassinatos começam a acontecer. A conclusão é tão mirabolante que chega a ser divertida. 3/5
Retrato de Dorian Gray (2009). A mais nova versão da obra clássica de Oscar Wilde nada mais é do que uma obra caça-níqueis lançada na esteira do sucesso de Colin Firth em O Discurso do Rei. A direção equivocada de Oliver Parker equipara-se com a escalação de Ben Barnes, o príncipe Caspian da série Nárnia, para o papel de Dorian Gray, o jovem vaidoso e hedonista que acumula todos os seus pecados em um quadro que guarda no sótão. Para piorar a situação, Parker ainda investe numa atmosfera de filme de terror que só não é pior do que os canhestros efeitos especiais. 1/5
Como se fosse a primeira vez (2004). Este é talvez um dos poucos filmes de Adam Sandler que pode agradar a todos. A história da garota que não possui memória recente e precisa ser reconquistada todos os dias tem todos os ingredientes para agradar aos românticos de plantão, além de que Drew Barrymore sabe ser um doce de atriz quando quer. O filme conta, como sempre, com pontas dos colegas de Sandler como Maya Rudolph e Rob Schneider, que insiste em estragar o filme sempre que aparece. 3/5
Coração Satânico (1987). Houve um tempo em que o hoje bizarro Mickey Rourke foi considerado um dos atores mais talentosos de sua geração. Neste sentido, Coração Satânico não é apenas o filme que traz o ator, como o detetive Harry Angel, em sua melhor interpretação, mas que também marcou o início de sua derrocada, sua literal queda para o inferno. Carregado de simbolismo religioso, Coração Satânico é uma experiência avassaladora, um estudo intenso sobre o sucesso, o auge e a queda do ser humano. Confira a análise completa. 5/5
A última noite (2002). O filme abre com uma belíssima sequencia que mostra os dois imensos fachos de luz que ficavam nos lugar das Torres Gêmeas em Nova Iorque. Emblemática, essa sequencia traduz perfeitamente o estado de espírito de seus protagonistas, que transitam em um mundo sem esperança e sem expectativas para o futuro. Outra leitura possível é identificar o vazio do espaço ocupado pelas Torres como o vazio emocional de pessoas que não conseguem mais se identificar com o ambiente em que vivem. Um filme pesado e que traz o diretor Spike Lee em sua melhor forma. 4/5.
Avatar (2009). O filme de maior sucesso do cinema tem, na versão em blu-ray, diversas cenas adicionais. Algumas apenas alongam determinadas sequencias, já outras agregam informações importantes que complementam alguns pontos da trama. No geral, ainda é o mesmo filme que faturou bilhões e que conta com as melhores cenas de ação do planeta. Podem acusar James Cameron de tudo – desde reciclar temas genéricos até o excesso de doutrinamento do filme – , mas este diretor entende o gosto do público e sabe como criar tramas que envolvam e fascinem como ninguém. 4/5
Piratas do Caribe 4 – Navegando em Águas Misteriosas (2011). É impressionante a má qualidade deste filme. Por mais que pudéssemos considerar os episódios anteriores confusos ou exagerados, sempre havia algo que se salvava. A batalha final de No Fim do Mundo é simplesmente magnífica e mesmo o segundo filme continha momentos divertidos, como a fuga da ilha dos canibais. Neste último exemplar da saga de Jack Sparrow, nada se salva. A história é rasa, os personagens não convencem, a direção de Rob Marshall é entediante e as cenas de ação não funcionam. 1/5
Smurfs (2011). A criançada adorou. Já os adultos tiveram de encarar uma aventura infantil repleta de lugares-comuns, piadas recicladas desde o tempo de Scooby-doo, criaturas fofinhas que estão o tempo todo se metendo em altas confusões e um publicitário que precisa de uma grande ideia para sua mais nova campanha. Espera aí, você tem certeza que já não viu isso antes? Ah, viu sim, só que era com esquilos que cantavam. 2/5
Soul Surfer – Coragem de Viver (2011). Baseado na história real da jovem surfista Bethany Hamilton, que teve o braço esquerdo arrancado por um tubarão, este filme da Disney investe no gênero de superação numa trama mais do que açucarada. No elenco, a esquecida e oscarizada Helen Hunt junta-se a Dennis Quaid para fazerem os pais que apóiam a menina na decisão de voltar ao esporte. Vale pela história verídica. 3/5
Água para Elefantes (2011). Baseado no livro homônimo de Sara Gruen, Água para Elefantes tem uma trama interessante e uma produção caprichada. Infelizmente, a direção de Francis Lawrence (Eu sou a Lenda) não consegue extrair um desempenho convincente nem de Robert Pattinson, que até se esforça, nem de Reese Witherspoo, que parece atuar no piloto automático. Até mesmo o exuberante Christoph Waltz parece perdido na trama. 2/5
Attack the Block (2011). Considerada a versão inglesa de Super 8, este filme surpreendentemente divertido traz um grupo de jovens delinqüentes lutando contra uma ameaça alienígena que invade o condomínio em que vivem. Produzido pelo mesmo Edgar Wright (de Todo Mundo quase Morto e Chumbo Grosso), o filme possui ritmo alucinante, diálogos que referenciam constantemente o universo pop e uma inteligente crítica à sociedade inglesa. O filme não se furta a dar cabo mesmo de parte do elenco adolescente, o que sempre é um ponto positivo. E nada é mais divertido do que ver jovens de bicicleta correndo pela rua tentando não salvar, mas exterminar extraterrestres. 4/5
Hunger (2008). Esta obra contundente de Steve McQueen narra a situação limite vivida pelos ativistas do IRA encarcerados nas prisões inglesas. Tratados de forma humilhante e vivendo em condições sub-humanas, os prisioneiros decidem iniciar uma grave de fome sem precedentes para obter o status de presos políticos. O filme se foca na história real do ativista Bobby Sands, cujo greve durou exatos 66 dias, resultando em sua morte, na mobilização de dezenas de companheiros e, finalmente, na aceitação de parte das exigências dos presos. Michael Fassbender, de novo, arrasa com uma interpretação visceral de um homem que fez da força de vontade sua principal arma. 5/5
Independence Day (1996). A história dos alienígenas que destroem pontos turísticos ao redor do mundo continua divertida. A trama, é claro, tem mais furos do que um queijo suíço e mais clichês do que a frase anterior. É nítido que, após a destruição das cidades, o filme tem uma queda abissal de ritmo que só será corrigida no terço final. Nesse momento, Rolland Emerich solta todo o seu lado Ed Wood e joga na tela discursos ufanistas, sacrifícios manjados, e uma nave-mãe que não tem firewall e que é destruída graças a um vírus de computador. Sei. 3/5
Lembranças (2010). Este filme é um equívoco só. Robert Pattinson até que se esforça (de novo), mas alguém deveria ter avisado o roteirista que o filme era um drama, e não uma comédia romântica. Assim, temos a história do jovem autodestrutivo que começa a namorar a filha do policial que o prendeu apenas para sacanear o oficial e que tem – surpresa – um amigo engraçadão que adora soltar frases de efeito, uma irmão talentosa e um pai ausente. A falta de ajuste entre roteiro e direção culmina numa das conclusões mais apelativas dos últimos anos, que só deve estar no filme porque alguém pensou que ia ser um bom paralelo com … ah, sei lá. 2/5
Luzes da Cidade (1931). Uma das maiores obras de Charlie Chaplin, Luzes da Cidade conta a história do vagabundo que se apaixona por uma florista cega e tenta arrecadar dinheiro para sua operação na vista. Esta trama serve como pano de fundo para uma série de sequencias hilárias e emocionantes como somente o velho mestre sabia ajustar. Um filme para se ver sempre. 5/5
30 Filmes em 30 dias – julho e agosto
Filmes vistos, revistos, reavaliados e consultados nos últimos dias.
A base de análise é a avaliação por nota, sendo 5 um filme como,por exemplo, Casablanca e 1 aquele filme com a Carla Perez chamado Cinderela Baiana. Assim fica claro. Vamos lá, então.
Capitão América (2011). O mais novo lançamento da Marvel Studios tem um clima de nostalgia e uma reconstituição de época sensacional. A história da origem do herói que veste a bandeira dos EUA tem uma metade inicial muito boa, mas infelizmente se entrega ao já conhecido vício do estúdio em transformar todos os seus filmes em teaser para os Vingadores. 3/5
Super 8 (2011). Uma deliciosa homenagem aos filmes dos anos 70 e 80, em especial aqueles produzidos e dirigidos por Steven Spielberg. Garotos filmam um curta com uma câmera Super 8 quando são surpreendidos por um espetacular acidente de trem. Aguarde muito suspense, dramas familiares e uma trama que mistura E.T com Cloverfield. 4/5
Machete (2010). O que era um trailer falso em Planeta Terror virou um filme divertidíssimo nas mão de Robert Rodrigues. O feioso Dany Trejo vive o herói mexicano que é traído por seus parceiros e sai em busca de vingança, e envolvendo ainda com as belas Jessica Alva e Michelle Rodrigues e enfrentando um Steven Seagal simplesmente hilário. 3/5
O Exorcista (1973). A obra clássica de William Friedkin torna-se ainda mais assustadora em blu-ray. Contada de maneira sucinta, econômica e com clima realista, o filme assusta até hoje. A versão em blu-ray conta com a famosa cena da garota descendo a escada como uma aranha, que, sinceramente, não acrescenta em nada ao clima do filme. Prefira a versão original, mais pessimista. 5/5
Star Trek (2009). O reboot da série clássica feito por J.J Abrams não poderia ser melhor. Finalmente com um orçamento e uma produção dignas das propostas de Gene Rodenberry, o filme é uma delícia de se assistir, com uma trama que envolve viagens no tempo, sacrifícios e descobertas, dando ainda espaço para que todo o elenco tenha sua grande cena, o que não acontecia nos temos de Bill Shatner. 4/5
Homem-Aranha(2002). O filme de heróis clássico da Marvel. O maior super-herói da Editora encontra em Sam Raimi o artífice perfeito para sua estreia na telona. Uma história de origem que rivaliza em qualidade com o Superman de Richard Donner, com Tobey Macguire perfeito como Peter Parker. O único deslize é o vilão Duende Verde, que poderia ser melhor aproveitado. Mas ainda um grande filme. 4/5
Homem Aranha 2 (2004). Ao lado de Superman e O Cavaleiro das Trevas, a segunda empreitada do aracnídeo é um dos melhores exemplos de como deve ser um filme de super-herói. Sam Raimi libera o lado Evil Dead que guardava desde Darkman e realiza uma obra impecável, tanto em termos de efeitos, cenas de ação, interpretações e roteiro. 5/5
Homem Aranha 3 (2007). Excesso de histórias, excesso de vilões, excesso de personagens. Tudo neste filme é excessivo, desde o cabelo emo de Peter Parker até a melosa história do Homem-Areia. Até os efeitos parecem piores, apesar do avanço da tecnologia em 3 anos. Poderia ser uma bela despedida do Homem Aranha, mas ficou a desejar. 2/5
Arraste-me para o Inferno (2009). Sam Raimi retorna ao filão de terror e realiza um dos filmes mais divertidos já feitos. É claro que é preciso ter estômago para encarar o humor peculiar de Sam Raimi, cheio de gosmas, babas e líquidos estranhos. A história da garota que é amaldiçoada por uma cigana e tem três dias para evitar ser mandada ao inferno é contada de forma exagerada, fazendo ainda citações a obras como Poltergeist e, claro, Evil Dead. 4/5
Primer (2004). Uma das histórias de viagens no tempo mais adultas e fascinantes já realizadas. Dois amigos constroem um artefato que os permite voltar 6 horas no tempo e decidem aproveitar para ganhar dinheiro nas bolsas. A idéia é simples, mas a realizações é de uma complexidade tamanha que é necessário, com certeza, ver o filme várias vezes para conseguir entender todas as linhas de tempo trabalhadas pelo roteiro. 4/5
A Serbian Film (2010). Um filme com um nível abaixo de torpezas como O Albergue, travestido de denúncia política. Um filme que viveria juntando teia para sempre nos cantos mais obscuros de qualquer locadora acabou tornando-se famoso porque juízes e políticos sem ter o que fazer e com sede de aparecer na mídia resolveram censurá-lo. E levantaram questões que podem se estender a diversas obras, se a lei for analisada da mesma maneira que estão fazendo com este filme. É um filme que não deve ser visto, mas por opção e por bom gosto dos espectadores. Mas ele tem de poder passar em qualquer lugar do Brasil. 1/5
Pânico 4 (2011). A nova empreitada de Wes Craven tenta ressuscitar o filme que, há mais de 10 anos, ressuscitou os filmes de maníacos que matam adolescentes descuidados. Craven continua com a mão boa para cenas de suspense, mas a novidade há muito já se foi. Divertido, mas só isso. 3/5
Modigliani(2004). A história do pintor Modigliani, interpretado por Andy Garcia, ganha neste filme um clima de anos 60, com muitas drogas, bebidas e filosofia de ‘viva e deixe viver’. Infelizmente, o filme nunca chega a nos mostrar o verdadeiro artista e sua inspiração, assim como sua relação com seus amigos, inimigos e amada, sempre tratados de forma exagerada, em especial a figura de Pablo Picasso. 2/5
Rio (2011). A aventura do papagaio azul que vem para o Rio encontrar a sua cara-metade é uma simpática homenagem à cidade em questão, com alguns personagens interessantes e um maravilhoso trabalho de direção de arte. Pena que a história seja mais do mesmo, com soluções óbvias e aquela velha visão de ‘samba no pé’ que o diretor Carlos Saldanha deveria ter vergonha de ressaltar desse jeito. 3/5
Quarentena 2 (2011). Se a continução do original REC foi fraquinha, a coisa se repete na continuação do sucesso Quarentena. Feito diretamente para o vídeo, aqui a história se desloca para um avião atacado pelo vírus zumbi. Posteriormente, os passageiros desembarcam em um terminal, onde, como sempre, o caos se instala. Saindo da formula de câmera na mão, o filme se ancora num óbvio efeito de ‘óculos noturnos’ para causar algum efeito, mas sem resultado. 2/5
Sobrenatural (2010). Copiando descaradamente a trama de Poltergeist, este filme tem um começo bem interessante, com o diretor colocando a câmera na mão para vigiar constantemente os pais e sua busca desesperada por uma cura para seu filho. Infelizmente, a segunda metade derrapa feio , criando a versão mais canhestra possível do além, com um espírito saído diretamente da luta com os Jedis em A Ameaça Fantasma. 2/5
Mask Maker (2010). Jovem casal compra uma casa abandonada distante de tudo e de todos e, claro, começam a perceber que alguma coisa está errada. Você já viu essa história outras vezes e já sabe como termina. 1/5
Aterrorizada (2010). O mestre John Carpenter mostra boa forma nessa história de uma moça que é internada numa instituição mental e passa a conviver com suas estranhas colegas e com um espírito do mal que começa a matar cada uma delas. Prestem atenção na grandona Mamie Gummer, filha da Meryl Streep. 3/5
Rango (2011). Uma animação simplesmente sensacional feita por Gore Verbinski, diretor da série Piratas do Caribe. Na voz de Johnny Depp, Rango é um lagarto com crise de identidade que vai parar numa cidadezinha do velho oeste habitada pelos mais estranhos e feios tipos. O filme tem citações que vão desde Chinatown até Três Homens em Conflito. Cá entre nós, muito mais para adultos que para crianças. 4/5
Enrolados (2010). O último filme de princesas da Disney é uma deliciosa aventura que encanta adultos e crianças. Seria um filme quase perfeito se, aqui no Brasil, alguém não tivesse tido a idéia de chamar Luciano Huck para dublar o anti-herói pelo qual nossa mocinha se apaixona. Cada vez que ele abre a boca, você tem a certeza que ele vai soltar um ‘loucura, loucura’. Uma pena. 4/5
A Casa (2010). Terror espanhol de baixo orçamento filmado em plano-sequencia, quando não há cortes perceptíveis entre as sequencias. Garota e seu pai passam a noite numa casa abandonada longe de tudo e de todos e enfrenta acontecimentos inexplicáveis. Infelizmente a originalidade técnica não esconde o roteiro fraquinho. 2/5
Assalto ao Banco Central (2011). Se não fosse o desejo incontrolável do diretor Marcos Paulo em transformar o filme num novo Tropa de Elite, quem sabe o filme seria até bonzinho. Do jeito que está, com personagens caricatos, diálogos horrendos e roteiro cheio de furos, não há muito o que se elogiar. Um desperdício de talentos e do seu tempo no cinema. 1/5
Paul (2011). Com a mesma dupla de Todo Mundo Quase Morto e Chumbo Grosso, esse filme conta a história de um alienígena que foge da prisão e tenta voltar para a sua casa, como quase todos eles fazem quando escapam. Se não tem o humor inteligente dos filmes anteriormente citados, Paul convence pelos personagens divertidos e pelas citações que fazem a alegria de qualquer nerd que se preze. 3/5
Conan, o Bárbaro (1982). O filme que lançou Schwarzenegger tem uma versão nova saindo semana que vem. Este aqui, para quem não lembra, era uma produção bem barata. Mas foi tão bem realizado e tinha uma trilha sonora tão sensacional que todo mundo acha, até hoje, que é uma superprodução. O filme abre com uma espetacular sequencia de batalha e termina com outra tão climática quanto. O terço do meio, visto hoje, é muito lento, mas tudo se perdoa quando Conan tem um olho-no-olho com James Earl Jones. 4/5
A Ressaca (2010). Enquanto Primer tem uma história de viagem no tempo instigante, este aqui tem uma história rasa e um humor que não agrada ninguém. Homens de meia idade em crise usam a banheira de um hotel e voltam aos anos 80. Sonolento. 2/5
Além da Vida (2010). Cristina Ricci e Liam Neeson pagam o aluguel do mês nessa história sobre uma jovem que acha que morreu enquanto seu namorado acha que ela não morreu. Neeson faz o papel do médico estranho do qual você nunca sabe bem o que esperar. Trash, mas curioso. 2/5
Mestres do Universo (1987). Você pode não lembrar,mas houve uma versão live-action do He-Man em que Dolph Lundgren era responsável por gritar que tinha a força. Numa daquelas produções picaretas da Golam & Globus, a história é passada em boa parte aqui na Terra, para economizar nos efeitos. O Esqueleto era o respeitado Frank Langella e Courtney Cox, a Mônica de Friends, aparece como uma jovem que cruza com He-man na rua sem querer. Mas pelo menos não tinha o Gorpo mandando você escovar o dente. 2/5
A Hora do Pesadelo (2010). Enquanto o original de Wes Craven era assustador, essa versão anos 2000 traz um Freddy Krueger sem humor, com furos insanos de roteiro e com uma direção de arte que não sabe bem a que veio. Fique longe. 1/5
Á Prova de Morte (2008). O filme de perseguição de Quentin Tarantino é um ode ao corpo feminino e aos filmes dos anos 70, com Kurt Russel no papel de Stuntman Mike, um serial killer que usa seu carro tunado para matar jovens moçoilas inocentes. Violento ao extremo, o filme tem todos os recursos dramáticos que Tarantino sabe usar tão bem, além das melhores cenas de dublês que você viu nos últimos anos. 4/5
Preciosa – Uma História de Esperança (2009). O subtítulo nacional tenta dar uma ar de redenção para este filme pesado sobre jovem negra e gorda que é maltratada pela mãe e estuprada pelo padrasto. Para escapar desta dura realidade, a jovem Precious passa a se imaginar em cenas de clássicos e musicais. Mo´nique, como a mãe da garota, tem uma das interpretações mais viscerais e impressionantes dos últimos tempos. 4/5

