Framboesa de Ouro 2012 | Vencedores

Framboesa de Ouro 2012 | Vencedores

Foram divulgados ontem, dia 1º de abril, os vencedores do Framboesa de Ouro, premiação que homenageia o que de pior surgiu nas telas americanas nos ano de 2011. Como era de se esperar, Adam Sandler, que já havia se sagrado como o recordista de indicações, foi o grande campeão do ano, levando todos os prêmio a que concorria, incluindo o prêmio de Pior Filme, com Cada um tem a Gêmea que Merece, o de Pior Ator (como o gêmeo Jack) e o de Pior Atriz (como a gêmea Jill), trazendo ainda na cola o pobre Al Pacino – que levou o prêmio de Pior Ator Coadjuvante -,  que não merecia esta patética homenagem a esta altura da vida.

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Indicados ao Framboesa de Ouro 2012

Indicados ao Framboesa de Ouro 2012

Como era esperado, Adam Sandler sagrou-se como o recordista de indicações ao Prêmio Framboesa de Ouro, que homenageia as piores produções e atuações do cinema no ano que passou.  O ator,  que cometeu Cada um tem a Gêmea que Merece e Esposa de Mentirinha, saiu com nada menos que 11 indicações – quase como A Invenção de Hugo Cabret, só que ao contrário.

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Crítica | Cada um Tem a Gêmea que Merece

Crítica | Cada um Tem a Gêmea que Merece

Houve um tempo em que Adam Sandler quase chegou a ser um artista de prestígio. Talvez inspirado pelo trabalho do diretor Paul Thomas Anderson, com quem trabalhou em Embriagado de Amor em 2002, Sandler engatou uma série de boas comédias que ora caíam no gênero romântico como em a Herança de Mr. Deeds e Como se Fosse a Primeira Vez ou tratavam de temas mais genéricos como Tratamento de Choque e Golpe Baixo. Até mesmo no drama Sandler foi eficiente, como no bom Reine sobre Mim. Ao retomar a parceria com Dennis Dugan, porém, com quem havia trabalhado em O Paizão, Sandler engatou uma sequencia de filmes abaixo da média, como Eu os Declaro Marido e … Larry,  Zohan – O Agente Bom de Corte e Gente Grande, até chegar ao fundo da fossa submarina do Oceano Pacífico com este Cada um Tem a Gêmea que Merece.

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Crítica | O Zelador Animal

Crítica | O Zelador Animal

Mistura de Doutor Doolitle com Uma Noite no Museu (o que, por si, já não é um bom sinal) , O Zelador Animal,  novo filme do diretor Frank Coraci (do bom Afinado no Amor, do fraquinho Click e do pavoroso Volta ao Mundo em 80 dias)  conta  a história de Griffin Keyes (Kevin James), profissional que está há vários no mesmo emprego em um zoológico da cidade e que, por conta disso, leva um gigantesco fora de sua superficial e irritante namorada Stephanie.

Cinco anos depois, ele a reencontra e decide abandonar seu emprego  para trabalhar com seu irmão bem-sucedido e assim, quem sabe, provar a ela seu valor. Temerosos de que Griffin os abandone, os animais do zoológico revelam, então, que são capazes de falar e resolvem ajudar nosso simpático zelador a reconquistar sua amada, por meio de profundos ensinamentos, como direi, animais.

Este é o foco principal desta comédia de poucas risadas e diversas cenas constrangedoras. Adepto cada vez mais do estilo Adam Sandler (um dos produtores do filme) de interpretação, Kevin James não consegue se destacar numa trama óbvia que sequer aproveita de forma inteligente a premissa dos animais falantes. Assim como em Toy Story, os animais não podem mostrar aos humanos sua capacidade de comunicação por conta de uma determinada ‘lei’ que, surpreendentemente, é esquecida logo na primeira oportunidade.

Insistindo sempre na mesma piada, o filme explora diversos momentos em que Griffin deve aprender como agir para ficar novamente com a garota. Adeptos das mais manjadas frases de livros de auto-ajuda, os animais do zoológico ensinam, de acordo com a característica de cada um, várias lições: com os leões, ele aprende a separá-la do bando para um melhor ataque; com o lobo, como marcar seu território; com os ursos, como posicionar-se fisicamente contra seus inimigos e assim por diante.

Escrito por nada menos que cinco (!) pessoas, o roteiro apresenta-se como deve ser nestes casos: uma colcha de retalhos, a começar pelo desenvolvimento do personagem de Kevin James. Simpático, sensível e esperto na maior parte do tempo, ele assume o papel de completo desastrado e inseguro sempre que a história necessita de alguma piada de apelo físico desnecessário. E o que dizer do namorado de Stephanie, a quem o roteiro dá uma atenção demasiada para simplesmente abandoná-lo pelo meio do filme? A própria motivação de Griffin para sua mudança não consegue convencer o espectador, visto que seu objeto de paixão é uma mulher extremamente superficial, irritante, volúvel e interesseira.

Contando ainda com a sempre interessante Rosario Dawson e com participações desnecessárias de Donnie Wahlberg e Ken Jeong (perigosamente próximo a se tornar o Rob Schneider da nova década), o filme, apesar de tudo, consegue ainda mostrar algumas boas sacadas, como a cena em que os animais ligam para a pizzaria ou a sequencia da improvável saída do gorila Bernie para a balada. Infelizmente,assim como boa parte das gags apresentadas,  estes momentos não acrescentam em nada ao andamento da obra e são divertidos por si só. Zelador Animal comete ainda um erro gravíssimo na busca de seu público principal, pois é infantil demais para os adultos e tem uma trama adulta demais para as crianças. E Kevin James deveria prestar atenção a algo fundamental: dividir o filme com animais falantes é o primeiro sinal de fim de carreira. E este á apenas seu segundo filme como protagonista. Todo cuidado é pouco.

Como é comum nestes filmes, há um pequeno musical com os animais e erros de gravação durante os créditos finais. Uma prova de que, pelo menos durante as filmagens, alguém se divertiu.

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE:

A Sony Pictures decidiu lançar somente cópias dubladas do filme no Brasil. Realizada a custo de banana (desculpem a piada), a dublagem contou com Marcelo Adnet para fazer nada menos que 5 personagens. Além disso, é nítido que diversas piadas são perdidas na tradução. E a dublagem nacional nos priva, ainda, daquele que seria um dos poucos atrativos do filme, pois a versão original conta com as vozes de Nick Nolte, Sylvester Stallone, Cher, Judd Apatow, Jon Favreau, Maya Rudolph e, claro, Adam Sandler.

1/5