Rápidas | Os Mercenários 2

Rápidas | Os Mercenários 2

Ao contrário do irregular primeiro episódio, Mercenários 2 é um filme divertidíssimo, com a dose exata de humor, ação, violência e canastrice exigida para o gênero.

Dirigida pelo veterano Simon West, a aventura protagonizada por Stallone e companhia contém sequências de ação tão mirabolantes quando inverossímeis, um Van Damme fazendo um vilão tão cruel que se chama … Vilain (!) e Chuck Norris (Yes!) com a melhor participação e a melhor piada do filme.

Acervo | Scarface (1983)

Acervo | Scarface (1983)

Dirigido por Brian De Palma, Scarface é um dos filmes mais emblemáticos e uma das maiores referências culturais dos anos 80. Protagonizado por um Al Pacino no limite exato entre a demasia e a caricatura, o filme narra a trajetória do criminoso cubano Tony Montana na cidade de Miami, em meio à tráfico de drogas, belas mulheres e muita violência.

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Review | Um Dia

Review | Um Dia

Dexter e Emma ficaram juntos a primeira vez no dia 15 de julho, em meados dos anos 80, data de sua formatura na faculdade. Jovens e cheios de sonhos. Duas pessoas supostamente feitas uma para a outra mas que, por conta de inúmeros desvios e escolhas pessoais, raramente encontravam-se em sintonia. Para narrar esta história a diretora Lone Scherfig faz com que nos encontremos com estes dois personagens sempre no mesmo dia 15 de julho, ao longo de mais de 20 anos.

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Outros 30 filmes que marcaram os anos 80

Outros 30 filmes que marcaram os anos 80

Fazer uma lista de apenas 30 filmes que marcaram os anos 80 (ou qualquer década) é sempre difícil, pois muitas obras  boas ficam de fora. Assim, complementando a lista anterior, vamos ver agora mais 30 filmes deste período que até hoje fascina tanta gente.

1. Blade Runner (1982). Pouco sabem, mas Blade Runner foi um grande fracasso quando de seu lançamento. O clima pesado e o estilo referente ao film noir afastaram o público que vinha da levada de Star Wars e congêneres. Com o tempo, tornou-se cult e hoje é uma das mais celebradas ficções-científicas de todos os tempos. Em DVD, há várias versões do filme. Prefira a versão do diretor, sem a narração em off e sem a conclusão feliz e forçada do original.

2. Scarface (1983). Refilmagem do clássico dos anos 30, Scarface é um filme exagerado, violento e com uma interpretação antológica de Al Pacino como o cubano Tony Montana, que se torna um dos maiores traficantes de Miami, mas que cai em desgraça por conta de sua arrogância, seu vício em drogas e seu ciúme desmedido da irmã. Tem aquela que é, com certeza, a mais apoteótica e cheirada conclusão que você já viu num filme.

3.Pink Floyd – The Wall (1982). Um dos álbuns mais emblemáticos do Pink Floyd ganha cores e imagens pelas mãos de Alan Parker, que misturou live-action com animação para contar a história do cantor Pink (Bob Geldof), seus problemas com a mãe posssessiva, a mulher, a morte de seu pai na guerram bebidas e drogas, mesclando ainda temas como o autoritarismo e a intolerância.

4.Clube dos Cinco (1985). Outro clássico adolescente de John Hughes que mostra cinco estudantes (o nerd, o rebelde, a patricinha, o atleta e a depressiva) que se encontram num dia de detenção na escola. Um filme que marcou época, mas  um daqueles dos anos 80 que prega que a solução para seus problemas é mudar completamente a sua personalidade e se ajustar ao sistema.

5.Caça-Fantasmas (1984). Um trio de atores de comédia em perfeita sintonia, uma história simpática e efeitos grandiosos fizeram dos Caça-Fantasmas um sucesso imediato, muito por conta do fenomenal Bill Murray, que rouba todas as cenas. A música-tema virou sucesso e teve até desenho animado. A continuação, de 1989, foi fraca e desnecessária.

6. Os Embalos de Sábado Continuam (1983). Um John Travolta anabolizado às voltas com um musical da Broadway saído das profundezas do inferno. A mão pesada do diretor Sylvester Stallone não deixa muito espaço para sutilezas, mas o que marca o filme são mesmo as músicas sempre deliciosas dos Bee Gees.

7.Dublê de Corpo (1984). Brian de Palma em sua melhor forma. Homenageando clássicos com Janela IndiscretaUm Corpo que cai, do mestre Hitchcock, De Palma conta de forma extravagante a história de um ator desempregado que se envolve numa mirabolante trama de assassinato, com direito a uma lindíssima Melanie Griffith em seus vinte e poucos anos.

8.Fome de Viver (1983). Tony Scott, irmão de Ridley, estreia no cinema com esse filme classudo até a espinha que conta a história de uma vampira e seu companheiro  (David Bowie e Catherine Deneuve) que saem na noite londrina em busca de vítimas para seu prazer. Quando seu parceiro começa a envelhecer, a vampira encontra numa novinha Susan Sarandon a substituta perfeita para sua rotina imortal. Ficou famoso pela cena de sexo entre Sarandon e Deneuve. E pela cena inicial, na qual o grupo Bauhaus canta ‘Bela Lugosi is dead’.

9. Robocop (1987). Paul Verhoeven transforma uma trama bobinha de ciborgue num dos filmes mais viscerais e violentos dos anos 80. A história do policial Murphy, que é morto (numa cena extremamente cruel) por uma gangue de marginais e ressuscita como Robocop, é contada de forma ágil pelo diretor, auxiliado pela música bombástica de Basil Poledouris e pelos efeitos de Rob Bottin. Para variar, teve duas continuações toscas e uma série para TV.

10.Uma Cilada para Roger Rabbit (1988). Robert Zemeckis inova mais uma vez e traz personagens de desenhos animados para o mundo real, contando a história do coelho Roger e seu envolvimento num assassinato nos anos 40. Bob Hoskins faz o detetive que investiga o caso e Kathleen Turner faz a voz de Jessica Rabbit, um misto de Veronica Lake com Rita Haywoth. E tem ainda a única cena da história em que Mickey e Pernalonga contracenam.

11. Sociedade dos Poetas Mortos (1989). O melhor exemplo do filme com lição de moral dos anos 80. A direção segura e inspirada de Peter Weir consegue disfarçar um roteiro que, apesar do tom supostamente libertário e contraventor, tem muito de moralista. Robin Williams mostra que por trás do ótimo comediante também havia um ótimo ator.

12.Os Intocáveis (1987). O filme que lançou Kevin Costner é ainda hoje um delicioso exemplo do gênero gângster. Baseado na série de TV homônima dos anos 60, deu o Oscar de coadjuvante para Sean Connery e definiu para sempre Robert De Niro como a cara de Al Capone no cinema. De Palma mais contido que o normal, mas ainda capaz de cenas antológicas como o tiroteio na estação de trem, homenageando O Encouraçado Potemkim.

13.O Homem Elefante (1980). O segundo filme de David Lynch é um filme emocionalmente devastador. A história do jovem deformado que vive na Londres do século XIX já havia sido transformada em  livro e peça de teatro, mas sua versão cinematográfica  é a que melhor traduziu a trágica vida de John Merrick. Filmado em maravilhoso preto e branco e com pelo menos duas cenas antológicas.

14.Poltergeist (1982). A versão de Steven Spielberg para o conto do bicho papão é um dos mais imitados e admirados filmes dos anos 80, com frases (“Venha para a luz”) que até hoje fazem parte do imaginário da cultura pop. A morte de diversos membros do elenco e da equipe criou uma injustificada maldição Poltergeist. Teve duas continuações, como sempre dispensáveis.

15.Carruagens de Fogo (1981). O diretor Hugh Hudson (que posteriormente faria Greystoke, aquele versão do Tarzan com o Christophe Lambert) conta uma história clássica sobre corredores ingleses no início do século XX. A trilha sonora de Vangelis tornou-se padrão para eventos esportivos. Um bom filme, mas que não merecia ganhar o Oscar de Melhor Filme, num ano em que Caçadores da Arca Perdida concorria junto.

16.Laços de Ternura (1983). Shirley Maclaine, Jack Nicholson e Debra Winger num dos filmes mais interessantes do período. Começa como uma inocente trama familiar e termina como um drama avassalador. Levou o Oscar de melhor filme e Nicholson o de ator coadjuvante como o ex-astronauta que se envolve com a personagem de Maclaine. Obrigatório para você que tem família.

17.Veludo Azul (1986). Lynch novamente choca ao realizar um estudo profundo e relevante sobre a perversidade humana. A primeira cena do filme traduz todo o clima da produção: por trás de uma cidade bonita, com pássaros cantando e bombeiros cumprimentando pessoas na rua, há um reino em que insetos nojentos digladiam pela sobrevivência.  Dennis Hopper e Isabela Rosselini completam o quadro bizarro pintado por Lynch.

18.Rain Man (1988). Barry Levinson dirige Dustin Hoffman e Tom Cruise nesse drama sobre dois irmãos afastados que se reencontram anos depois.O irmão mais novo (Cruise) descobre que  o mais velho é autista e tem de lidar com seu preconceito e sua arrogância. Hoffman fenomenal numa história sobre crescimento e aceitação.

19.Selvagem da Motocicleta (1983). Junto com Vidas sem Rumo, faz parte do estudo que Francis Coppola fez da juventude nos anos 80. Rapaz (Matt Dillon) tem de lidar com as dificuldades do seu dia a dia e com a lembrança de seu irmão mais velho (Mickey Rourke), considerado uma lenda em sua cidade. No retorno do irmão, a expectativa e a realidade colidem de forma dramática. Um dos melhores e mais subestimados filmes de Coppola.

20.Os Fantasmas se Divertem (1988). Antes do Batman, Tim Burton dirigiu essa deliciosa comédia sobre uma casal de fantasmas que tem de conviver com os novos moradores. Michael Keaton delicia-se como o personagem Beetlejuice, um espírito falastrão que promete limpar a casa para os antigos donos. A falta de traquejo de Burton para as cenas de ação é compensada por efeitos especiais criativos e sequencias memoráveis, quando, por exemplo, os convidados são ‘possuídos’ e dançam ao som de “Day-o”, de Harry Belafonte.

21.O Nome da Rosa (1986). O complexo livro de Umberto Eco foi transformado, inteligentemente, numa trama de suspense sobre uma série de assassinatos ocorridos num mosteiro. Numa clara homenagem a Sherlock Holmes, Sean Connery investiga os crimes, relacionados a um lendário livro desaparecido. Envelheceu um pouco nos dias de hoje, mas ainda consegue segurar a atenção.

22.Jogos de Guerra (1983). Antes de ser Ferris Bueller, Mathew Broderick quase destruiu o mundo nesta aventura dirigida por John Badham. Jovem nerd invade o principal computador da defesa americana e começa a jogar com ele. Não demora muito para que o computador ache que o jogo é real e estabeleça um ataque contra os russos.  Teve um continuação tardia feita para a televisão nos anos 2000.

23. Star Trek 2: A Ira de Khan (1982). Mais um da safra de 1982. Após o relativo fracasso da primeira empreitada da Enterprise no cinema, os produtores resolveram mexer em tudo: trocaram os uniformes, mexeram na Enterprise,  trocaram os roteiristas, contrataram a ILM para efeitos especiais e chamaram o diretor Nicholas Meyer para dar um jeito na confusão. E o pior é que deu certo. Com certeza a melhor aventura da série clássica, a Ira de Khan conta com um vilão perfeito, tem William Shatner na medida certa com sua canastrice estudada e uma conclusão que levou os espectadores às lágrimas.

24.Harry e Sally (1989). A história dos amigos que se encontram ao longo dos anos foi contada de forma sensível por Rob Reiner, que intercalou depoimentos de supostos casais reais como contraponto às reações do casal. Meg Ryan nunca esteve tão linda e Billy Crystal surpreende nesse filme delicioso. E que ainda tem a cena do ‘orgasmo’ de Sally, inesquecível.

25.Porky´s (1982). Feito com recursos mínimos e com um roteiro recheado de piadas de duplo sentido e de mau gosto. Ainda assim, Porkys tornou-se um dos maiores sucessos do período e teve duas continuações no mesmo nível. Não há muito o que dizer: grupo de estudantes busca se dar bem de todas as maneiras possíveis, olhando as amigas no banheiro do colégio, sempre sacaneando os outros e a si mesmos. E sendo sacaneados, claro. Revelou Kim Catrall (Sex and the City) como a garota que uivava na hora H.

26.Quero ser Grande (1988). O filme que mostrou que Tom Hanks, por trás da fama de simples ator de comédias, poderia ser um grande intérprete. A história é conhecida. Por meio de um artefato mágico, garoto cresce e fica com a aparência de 30 anos de idade. Após conseguir emprego numa loja de brinquedos  e se tornar o principal executivo da mesma, resolve que bom mesmo é ser criança e termina voltando para casa. Apesar dos inúmeros furos no roteiro, é um filme delicioso e nostálgico.

27.Duro de Matar (1988). O policial John MacLane é cria direta de Rambo e de Indiana Jones. Do primeiro ele puxou a facilidade de, sozinho, eliminar todos os bad guys que cruzam seu caminho. Do segundo, puxou o bom humor e uma certa fragilidade. Dirigido pelo experiente John Mctiernan, Duro de Matar é memorável pelo design de produção, responsável pelo edifício Nakatomi e por contar com um vilão perfeito, Hans Gruber, interpretado pelo ate então desconhecido Alan Rickman. Filmaço. Teve uma continuação boa, outra nem tanto e surpreendeu com um ótimo retorno na parte 4.

28. Predador (1987). Da safra dos anos 80, este é uma surpreendente mistura de filme de guerra com ficção científica e uma boa dose de filme de monstro. A história do alienígena que vem para a Terra caçar pode até ser meio batida hoje em dia, mas a direção segura de John Mctiernan aliada aos efeitos especiais da criatura e à boa presença Schwarzenegger como o líder dos soldados transforma o filme em um suspense mais do que eficiente.

29. 007 – Na Mira dos Assassinos (1984). Não é o melhor de James Bond no período, mas entra aqui por ser o último filme interpretado por Roger Moore, que seria substituído por Timothy Dalton. Como em todo filme de James Bond, a trama começa em Paris e termina na ponte Golden Gate, em São Francisco. Christopher Walken é o vilão, Grace Jones é a ajudante cuja fidelidade varia sempre e a música tema é do Duran Duran. Mais anos 80, impossível.

30.TOP SECRET (1984). Da mesma equipe que realizou Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu, esta comédia traz Val Kilmer como o cantor de rock Nick Rivers, que se envolve com a Resistência Francesa em busca de um cientista desaparecido. A trama é apenas pano de fundo para um festival de piadas por minuto, algumas infames, algumas geniais e outras tecnicamente impressionantes, como a luta embaixo d´água e a visita à biblioteca, filmada toda ao contrário.

30 Filmes que definiram os anos 80

30 Filmes que definiram os anos 80

Se Marty Mcfly, do filme De Volta para o Futuro, viesse parar em 2011 e fosse no cinema, ele provavelmente iria achar que seu De Lorean não estava funcionando, pois ele veria cartazes de filmes como Conan, o Bárbaro, A Hora do Espanto e Footlose, além de, claro, Super 8, o filme mais oitentista dos últimos tempos. O certo é que os anos 80, tão criticados por seus excessos visuais, música eletrônica, penteados estranhos e o Duran Duran, estão novamente na moda (se é que chegaram a sair um dia). Aproveitando a deixa, vamos a mais uma das listas que todos tanto gostamos. Neste caso, 30 filmes que são a cara dos anos 80.

1. O Império Contra-Ataca (1980) – O filme que deu início ao anos 80 é a fantasia de ação definitiva. Nunca mais George Lucas acertou a mão em sua saga espacial como nesta obra. Não satisfeito em ampliar os limites de sua saga para níveis nunca imaginados, ainda criou um dos maiores vilões do cinema de todos os tempos. Este Darth Vader é o verdadeiro, não aquele garoto chato e mimado das continuações.

2. Caçadores da Arca Perdida (1981) – Uma aula de como se deve começar um filme, Caçadores da Arca Perdida imortalizou Harrison Ford como o arqueólogo – com um quê de mercenário – Indiana Jones e de quebra mostrou como o cinema de referências pode criar obras originais e geniais ao mesmo tempo.

3. E.T (1982) – A parceria com George Lucas mostrou a Steven Spielberg como fazer mais com menos. A história do garoto que encontra um alienígena e tenta ajudá-lo a voltar para casa é um clássico moderno que conquistou toda uma geração, com soluções visuais e dramáticas irreparáveis. Esqueça a versão chapa-branca lançada anos depois por Spielberg, com um E.T. em CGI e walkie-talkies nos lugar das armas.

4. Goonies (1985) – Após o sucesso de E.T., Spielberg passou a produzir pequenas pérolas com diretores que admirava. Aqui, ele chama Richard Donner, de Superman, para dirigir a história dos garotos que buscam o tesouro do pirata Willy Caolho ao mesmo tempo que tentam salvar suas casas e escapar de uma família de mafiosos. E tem o Slot ainda.

5. De Volta para o Futuro (1985) – Imagine voltar ao passado e poder encontrar seus pais quando eles tinham a sua idade. É isso que o jovem Marty Mcfly consegue ao usar a máquina do tempo do doutor Brown instalada num DeLorean. Uma aventura deliciosa com personagens carismáticos, com uma nostalgia tocante e um ritmo alucinado que o tornou um dos filmes mais queridos de todos os tempos.

6. Rambo (1982) – Stallone é um veterano da Guerra do Vietnam que é caçado por um xerife de uma pequena cidade do interior. Não conformado com essa situação, ele simplesmente destrói toda a cidade, comprovando que, no fundo, o xerife tinha razão. A trama do exército de um homem só encontraria em Rambo sua melhor tradução. As continuações, infelizmente, transformaram o personagem em um caricatura difícil de ser encarada. Filmes como Duro de Matar e Predador devem tudo a Rambo.

7. Rocky 3 e Rocky 4 (1982 e 1985) – A história é basicamente a mesma, por isso é mais fácil colocar os dois filmes juntos. Após uma luta desastrosa na qual seu melhor amigo morre, Rocky decide se afastar de tudo e de todos para recuperar seu espírito de guerra. Após uma conversa com sua esposa, temos a montagem de treinamento com aquela musiquinha legal e Rocky vence a luta quando ninguém mais acreditava nele. Básico.

8. Ases indomáveis (1986) – O filme que lançou Tom Cruise como astro do cinema tem, até hoje, cenas aéreas impressionantes, embora o lado psicológico da trama seja pedestre ao extremo. Um dos primeiros filmes produzidos por Jerry Bruckheimer, o que garante muito contra-luz, edição taquicardíaca e máquinas tratadas como amantes.

9. Gremlins (1984) – Outra produção de Steven Spielberg. Aqui, o filme que começa fofinho, com citações explícitas ao Mágico de Oz, se transforma num filme de monstros sacanas que nem são tão maus assim. No fundo, eles só queriam se divertir. Teve uma continuação em 1990 que era ainda mais alucinada.

10. A Hora do Espanto (1985) – A história clássica de vampiros traduzida para os anos 80. O diretor Tom Holland, infelizmente, não repetiu a qualidade deste filme em seus trabalhos posteriores. Uma homenagem emocionante a Roddy Mcdowall num filme de efeitos especiais econômicos e eficientes, com um vilão charmoso e uma mocinha de fidelidade dúbia, contando ainda com a belíssima trilha de Brad Fiedel, o mesmo de O Exterminador do Futuro. Deu origem à mania brasileira de nomear filmes com o prefixo A Hora, como A Hora do Pesadelo, A Hora da Zona Morta e A Hora do Lobisomem.

11. Aliens – O Resgate (1987) – A continuação tardia da ficção-científica dos anos 70 trocou o clima de filme de terror pelo de uma aventura bélica com personagens bem desenhados e um ritmo alucinante. Cortesia do diretor James Cameron, que todos sabem onde veio parar nos dias de hoje. E tem ainda a melhor frase ‘chega pra lá’ da história do cinema: “Get away from her, you bitch!”

12. A História sem Fim (1984) – Uma das aventuras infanto-juvenis mais reprisadas na Sessão da Tarde conta a história do garoto que, por meio de um livro mágico, vai parar num reino de fantasia onde deve ajudar a salvar a princesa. E, sim, é nesse filme que o cavalo do garoto morre na areia movediça e traumatiza toda uma geração.

13. Curtindo a Vida Adoidado (1986) – Uma idéia simples transformada num dos filmes mais espertos dos anos 80. Ferris é o cara descolado que resolve matar aula na companhia da namorada e do melhor amigo. Uma celebração à vida e um curioso estudo sobre o que a juventude dos anos 80 sonhava para seu futuro. De John Hughes, que ainda entregou para os cinemas O Clube dos Cinco e Gatinhas e Gatões.

14. Conan, o Bárbaro (1982) – O filme que lançou a carreira de Schwarzenegger nos cinemas é violento e cruel ao extremo. A história do garoto cuja família é assassinada e cresce para buscar vingança como um poderoso guerreiro tinha roteiro de Oliver Stone e uma trilha sonora magnífica de Basil Poledouris, tão épica que transformou este pequeno e barato filme em uma verdadeira super-produção.

15. Exterminador do Futuro (1984) – Uma história que até hoje gera produtos. Aqui temos a trama original, que mostra como um poderoso andróide vindo do futuro tenta matar aquela que será a mãe do futuro líder rebelde. Só que, para salvá-la, também vem do futuro outro rapaz que, ao longo da história, se tornará o pai desse líder rebelde. Ou coisa parecida. Independentemente destes furos na história, o filme carimbou James Cameron como um excelente realizador, com uma das conclusões mais angustiantes do cinema.

16. Comando para Matar (1985) – Ex-militar enfrenta seus inimigos para resgatar a filha pequena. Este filme é tão exagerado que hoje funciona como uma paródia do gênero. Schwarzenegger metralha tudo e todos sem sequer trocar a munição, enfrenta um vilão caricato que é a cara do Freddie Mercury, imita o Rambo e solta frases de efeito a cada 5 minutos. Basicamente uma comédia.

17. A Cor Púrpura (1985) – A primeira incursão de Spielberg no drama resultou num filme irregular e maniqueísta, mas emocionante ao extremo. Baseado no livro de Alice Walker, conta a história de Miss Cellie, interpretada por Whoopy Goldberg, abusada pelo pai e pelo marido e sua luta em se descobrir como pessoa e como mulher. E tente não chorar na conclusão mais melodramática da história.

18. Um Tira da Pesada (1984) – Eddie Murphy já era um comediante de mão cheia com 20 e poucos anos. No papel do detetive Axel Foley o ator conquistou o mundo e tornou-se um dos maiores astros dos anos 80. Pena que nos últimos anos tenha insistido na fórmula de maquiagem + piadas escatológicas que afundaram sua carreira. Mas este filme de 1984, assim como sua continuação de 1987, firmou os cânones do cinema policial oitentão.

19. Máquina Mortífera (1987) – A aventura dirigida por Richard Donner está entre os melhores exemplos do chamado buddy movie, histórias em que dois policiais de personalidades diferentes precisam trabalhar juntos. A dupla formada pelo desequilibrado oficial Martin Riggs e pelo veterano Roger Murtaugh voltaria numa continuação ainda melhor que o original em 1989.

20. Karatê Kid (1984) – Um adolescente protagonista perdido, um mestre de luta marcial zen, um grupo de garotos ricos mimados e a namorada mais doce dos anos 80. Junte tudo isso a uma história clássica de rito de passagem e você tem Karatê Kid, um dos mais bem-sucedidos filmes do período. Teve mais três continuações que, obviamente, não chegaram aos pés do original.

21. Amadeus (1984) – Baseado na peça original de Peter Shaffer, o filme conta a versão teatral da vida e morte de Mozart e seu relacionamento com o músico Salieri. Vencedor do Oscar de melhor filme, a obra é um excepcional trabalho de direção de Milos Forman, com interpretações antológicas de F. Murray Abraham e Tom Hulce.

22. Sexta-Feira 13 (1980) – A série de slasher movies que entregou para o cinema o assassino Jason Vorhees, aquele que adora assassinar adolescentes no cio em localidades isoladas. Ao contrário do que se pensa, a máscara de hockey só passou a ser usada no terceiro filme e no primeiro quem matava era sua mãe. A série não revelou muitos nomes, mas é clássica a morte de um jovem Kevin Bacon no primeiro filme.

23. Flashdance (1983) – Dentre os musicais dos anos 80, Flashdance foi um dos mais marcantes, seja pela presença da então estreante Jennifer Beals como pela trilha sonora embalado por sucessos como What a Feeling e Maniac. Do período, ainda podemos lembrar de Footlose e Dirty Dancing, entre outros.

24. Platoon (1986) – Oliver Stone resgata suas memórias do Vietnam e faz um dos mais contundentes relatos de guerra já produzidos para o cinema. Violento, realista e carregado no drama, o filme ganhou o Oscar de Melhor Filme e firmou Stone como diretor e roteirista polêmico no cenário americano.

25. Corra que a Polícia vem aí (1982) – Baseado numa fracassada série de televisão, o filme firmou o veterano Leslie Nielsen como ator de comédias e confirmou o talento dos responsáveis por Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu em mesclar tramas aparentemente normais com pitadas constantes de nonsense.

26. A Mosca (1986) – O maior sucesso de David Cronenberg é, ao mesmo tempo, seu filme mais acessível e mais escatológico. Baseado no clássico dos anos 50, neste o diretor realiza uma metáfora incisiva sobre como as doenças afetam as pessoas e sobre a influência da tecnologia no ser humano. Doses de ficção científica, suspense, romance e terror transformam este filme num pequeno clássico.

27. Atração Fatal (1987) – Na mesma leva de 9 Semanas e ½, este filme de Adrian Lyne traz Glenn Close como a amante psicopata de Michael Douglas que, de tão má, mata até coelhinhos inocentes. Fez parte do cinema moralista dos anos 80, em que puladas de cerca eram sempre punidas de forma exemplar.

28. Enigma de Outro Mundo (1982) – Dirigido por John Carpenter, este é um clássico exemplar do cinema de terror dos anos 80, no qual gênios de efeitos de maquiagem criavam imagens de pesadelo para os espectadores. Neste aqui temos a clássica cena da cabeça-aranha, cortesia do mestre Rob Bottin, o mesmo do posterior Robocop, outra pérola do período.

29. Coração Satânico (1987) – O filme de Alan Parker infelizmente anda sumido das prateleiras das locadoras e da programação dos canais de TV, mas é um maravilhoso exemplo do casamento entre um roteiro intrigante, um diretor inspirado e dois atores em estado de graça. Mickey Rourke, pouco antes da queda, contracena com um Robert de Niro que é puro mal, numa história que mistura magia negra, filmes noir e um clima pra lá de sensual. Essencial.

30. Highlander (1986) – A história do guerreiro imortal, embora banalizada por duas sequencias desnecessárias e uma série de televisão nos anos 90 é um dos melhores exemplos do cinema oitentão, seja pela narrativa grandiloqüente como pela trilha sonora recheada de músicas do Queen. Sean Connery faz o papel básico de mentor e Christopher Lambert engana com a sua canastrice usual. Envelheceu um pouco, mas ainda é uma boa pedida para uma tarde chuvosa.

Conan, o Bárbaro: à espera da nova versão

Conan, o Bárbaro: à espera da nova versão

Faltando pouco mais de um mês para a estreia da nova visão cinematográfica de Conan, o Bárbaro, vale a pena rever a versão produzida em 1982 e que lançou Arnold Schwarzenegger como astro de ação. Baseado na obra de Robert E. Howard e nos quadrinhos feitos a partir da mesma, o filme fez parte da safra mágica de 1982, ano de lançamento de E.T, Star Trek 2: A Ira de Khan e Poltergeist, entre outros.

O filme conta a história do jovem Conan, intepretado por Jorge Sans (que se destacaria em 1992 no filme Sedução, com Penélope Cruz), que vê sua tribo e sua família serem massacrados pelas tropas do mago Thulsa Doom (James Earl Jones) . Anos depois, já como um experiente guerreiro, Conan sai em busca de vingança, no que é ajudado por sua amada Valeria (Sandahl Bergman) e seus amigos Subotai (o surfista Jerri Lopes) e o mago Akiro (o veterano ator oriental Mako).

Escrito pelo então novato Oliver Stone e dirigido por John Milius, o filme é uma violenta retomada do estilo de filme conhecido como sword and sorcery, ou espada e feitiçaria. Filmado na Espanha, o filme, fotografado por Duke Callaghan, trabalha de forma exemplar as vastas planícies e paisagens do país, revelando a mitológica terra da Hibória da mesma maneira que Peter Jackson trabalharia as paisagens da Nova Zelândia em sua interpretação da Terra Média.

Visto nos dias de hoje, o filme possui diversos momentos involuntariamente hilários, em especial todas as cenas em que Schwarzenneger precisa esboçar algum sentimento, se relacionar com alguém de outro sexo ou se fingir de bêbado. Alguns efeitos envelheceram mal também, como a luta com a grande serpente ou a batalha contra os espíritos azuis, nitidamente um desenho animado. Há também uma diminuição de ritmo expressiva a partir da segunda metade do filme que, felizmente, não atrapalha o resultado final, já que este se encerra com uma excelente cena de batalha e uma climática conclusão.

Um dos grandes destaques do filme é a sensacional trilha sonora de Basil Poledouris, autor das trilhas de Robocop e Starship Troopers. Aqui ele realiza a sua melhor obra. Um exemplo é a cena do primeiro ataque, com um coral extraído diretamente de Carmina Burana. Poledouris cria peças que não apenas acompanham as imagens, mas que as definem de forma grandiosa. Como o filme tem pouquíssimos diálogos – tirando um prólogo com Conan e seu pai, o primeiro diálogo do filme ocorre com quase 25 minutos de filme – , a música funciona como um personagem dentro da história, estabelecendo o clima heróico e épico necessário para seu desenvolvimento. Indo na contramão dos anos 80 (e muito comum nos dias de hoje) de se utilizar música eletrônica para esse tipo de filme, Basil Poledouris cria uma obra que eleva o filme a uma categoria grandiosa, quando, sejamos sinceros,  era apenas uma produção B bem caprichada.

Em seu primeiro papel de destaque no cinema, Schwarzenegger é a versão visual perfeita do cimério dos quadrinhos. Sabiamente, o roteiro de Oliver Stone dá poucas falas a seu personagem, evitando que o espectador sofra com o sotaque ou com a canastrice do ator. James Earl Jones, como o vilão Thulsa Doom, tem poucas oportunidades para brilhar, recitando alguns diálogos constrangedores e repetitivos. Assim, o destaque do elenco vai mesmo para Sandahl Bergman, com um mis-en-scene corporal admirável, transformando sua Valeria em uma guerreira ciente de sua destreza e sempre atenta e desconfiada.

Schwarzenegger voltaria a interpretar o guerreiro dois anos depois em Conan, o Destruidor. Infelizmente, algum produtor esperto achou que diminuindo a violência e colocando piadinhas durante o filme atrairia mais público. Triste engano.

Apresentando uma versão diferente da exibida nos cinemas em 1982, especialmente em sua conclusão, Conan, o Bárbaro, mesmo com suas falhas,  é um mais um belo exemplo de como o cinema dos anos 80 sabia usar a criatividade ao invés do efeito visual puro e simples. E ver o trailer do novo Conan com uma trilha de metal pesado de fundo dá medo. Muito medo.