Crítica | Django Livre

Crítica | Django Livre

É fato que os filmes de Quentin Tarantino já podem ser considerados como um gênero específico do cinema contemporâneo. Autor de estilo inigualável, Tarantino cimentou sua carreira com um conhecimento enciclopédico da linguagem do cinema em obras repletas de referências ao universo pop , diálogos afiados, trilha sonora inspirada e repleta de pérolas tanto da soul music como de compositores como Ennio Morricone, roteiros elaborados, personagens coadjuvantes que quase sempre roubam o filme.

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Crítica | A Separação

Crítica | A Separação

Vencedor do Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira, A Separação, do diretor iraniano Ashgar Farhadi, é um daqueles filmes que parte de uma história até banal para nos presentear com uma reflexão poderosa sobre temas universais relacionados à família, à responsabilidade e à verdade. Na visão de Farhadi, a busca pela verdade incondicional pode levar a consequências trágicas, não tanto pelo desejo de afirmá-la como íntegra, mas porque, muitas vezes, deixa-se de enxergar a verdade daqueles que estão ao nosso lado como autêntica e buscamos somente transformar a nossa em única e absoluta.

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Crítica | Habemus Papam

Crítica | Habemus Papam

Partindo de um fato verídico – a morte do Papa João Paulo II – o filme Habemus Papam apresenta uma proposta irresistivelmente curiosa: o que aconteceria se o indicado para ser novo o líder supremo da Igreja Católica não se sentisse à altura do cargo – e pior, se por conta dessa dúvida evitasse assumir oficialmente seu papel frente à fieis de todo o mundo? O diretor Nanni Moretti (de O Quarto do Filho) aproveita essa oportunidade para entregar uma comédia de tons dramáticos que, mesmo não funcionando a contento em vários momentos, revela um olhar inédito para o espectador sobre um tema pouco visto no cinema.

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Crítica | Um Conto Chinês

Crítica | Um Conto Chinês

É uma dúvida que todos têm: será que os fatos e situações ocorridos em nossas vidas têm algum objetivo ou eles apenas acontecem? Será que as coincidências existem ou não? Esta é a pergunta que Roberto (Ricardo Darín), o dono de uma loja de ferragens, se faz ao encontrar, por acaso, o jovem chinês Jun (Ignacio Huang), que chega à Argentina em busca de seu tio sem falar sequer uma palavra em espanhol. Sem contar com a ajuda de ninguém – sequer de sua embaixada – Jun acaba por se abrigar na casa de Roberto enquanto não resolve sua situação.

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Crítica | Drive

Crítica | Drive

Apenas cinco minutos. É o tempo que o motorista interpretado por Ryan Gosling precisa para realizar seu trabalho. Nem mais nem menos. Enquanto aguarda os dois marginais pé-de-chinelo concretizarem o assalto, ele escuta a comunicação entre a polícia e monta toda sua estratégia de fuga, escondendo-se nos becos escuros, disparando pelas pontes quando localizado e infiltrando-se entre os carros estacionados na garagem de um grande estádio. Em todo esse tempo, o motorista não perde, por sequer um momento, sua objetividade, agindo com frieza e eficiência contundentes. Nesta que é uma das melhores sequencias de abertura e apresentação de personagem dos últimos tempos, compreendemos, sem o menor questionamento, quem é o motorista e o que podemos esperar dele. E este é apenas o começo de Drive.

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Review | Um Dia

Review | Um Dia

Dexter e Emma ficaram juntos a primeira vez no dia 15 de julho, em meados dos anos 80, data de sua formatura na faculdade. Jovens e cheios de sonhos. Duas pessoas supostamente feitas uma para a outra mas que, por conta de inúmeros desvios e escolhas pessoais, raramente encontravam-se em sintonia. Para narrar esta história a diretora Lone Scherfig faz com que nos encontremos com estes dois personagens sempre no mesmo dia 15 de julho, ao longo de mais de 20 anos.

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