Crítica | Homem de Ferro 3
Homem de Ferro 3. Mas também pode chamar de Tony Stark: Marcado para a Morte. Ou Um Milionário na Mira dos Assassinos. Não importa. O que fica claro neste terceiro filme do super-herói metalizado da Marvel é que há cada vez menos espaço para o alter-ego de Tony Stark em seu próprio filme.
Ao colocar o foco quase que exclusivamente sobre os devaneios, dramas e agruras do excêntrico milionário, os produtores investem com segurança naquilo que é o elemento mais forte e de maior empatia com os espectadores: a atuação magnética de Robert Downey Jr., cada vez mais à vontade em seu papel. O que é muito bom. Mas que também carrega a sua dose de problemas.
Review | Iron Sky (2012) ou Deu a Louca nos Nazis
Uma co-produção Alemanha/Finlândia/Austrália, Iron Sky, dirigida por Timo Vuorensola, bebe diretamente da fonte dos filmes B dos anos 40 e 50.
Crítica | Sete Dias com Marilyn
Que fique claro. Sete Dias com Marilyn não é uma biografia da estrela norte-americana falecida em em 1962. Trata-se, com propriedade, de um recorte de um período da vida de Marilyn – mais especificamente, quando voou para Londres para as filmagens de O Príncipe Encantado, em 1957. O que temos de Marilyn é o ponto de vista do jovem Colin Clark, cujo relacionamento com a estrela foi posteriormente revelado no livro Minha Semana com Marilyn, no qual se baseia o filme dirigido por Simon Curtis. Protagonizado por Michelle Williams, o filme, apesar do tom francamente romântico, não traçar um retrato muito favorável da instável – e adorável – estrela. Talvez, por isso mesmo, resulte em um experiência que, se é memorável pela atuação assombrosa de Willams, deixa um estranho gosto amargo na boca ao fim de sua projeção.
Crítica | À Toda Prova
Se produzido nos anos 80, é provável que À Toda Prova fosse protagonizado por Cynthia Rothrock, a lutadora de artes marciais que se tornou estrela de filmes de ação de baixo orçamento no período. A comparação não é gratuita. Dirigido por Steven Soderbergh, que no ano passado entregou o sério e pesado
Contágio, o filme À Toda Prova é um típico exemplar do gênero espionagem e vingança deliciosamente descerebrado, com um elenco secundário fabuloso e uma protagonista que, se não tem a menor familiaridade com as artes da atuação, compensa tudo isso com uma presença magnética, sexy e carismática. Read more
Crítica | Piratas Pirados!
Em determinado momento do delicioso Piratas Pirados!, a mais nova produção da produtora inglesa Aardman – a mesma de Operção Presente e Fuga das Galinhas – vemos a escritora Jane Austen passeando por uma Londres do século XIX de braços dados com Joseph Merrick, o Homem Elefante. Esse inusitado e cronologicamente inviável encontro apenas comprova que os criadores de Wallace e Gromit são dos poucos profissionais de animação capazes de encantar os adultos por conta de referências efetivamente inteligentes e fascinar as crianças com personagens carismáticos e uma dose sem fim de criatividade e alegria.
Crítica | A Dançarina e o Ladrão
Lançado originalmente em 2009, finalmente chega ao Brasil o simpático filme A Dançarina e o Ladrão, dirigido por Fernando Trueba. Candidato da Espanha ao Oscar 2010 de Melhor Filme em Língua Estrangeira, A Dançarina e o Ladrão apresenta em sua narrativa todos os elementos considerados essenciais em uma premiação, como uma história com um contexto político, um amor impossível, uma mensagem edificante sobre redenção, perdão e sacrifício, algumas metáforas que qualquer espectador é capaz de perceber (e de compreender) e um ator de talento indiscutível como protagonista. O problema, porém, é justamente este: no desejo constante de criar uma obra supostamente profunda e (ao mesmo tempo) acessível, o diretor Trueba entrega um filme irregular, em que as partes evidentemente inspiradas e de caráter emocional autêntico não conseguem se unir de forma coerente para um resultado satisfatório.
Fique de Olho | Piratas Pirados
A produção da Aardman (a empresa responsável por Wallace e Gromit e Fuga das Galinhas) é uma aventura absolutamente deliciosa, um filme capaz de cativar o público infantil pela trama divertida e pelos personagens carismáticos assim como encantar o público adulto com referências que passam por Charles Darwin, Jane Austen e até o Homem Elefante!
Produzido em stop-motion (o conhecido ‘filme de massinha’) Piratas Pirados abusa – de forma inteligente – do nonsense e da metalinguagem, numa obra cujo único problema é acabar rápido demais.
Crítica | Xingu
Quando resolveram participar da Marcha para o Oeste, promovida pelo governo de Getúlio Vargas, os irmãos Cláudio (João Miguel) e Leonardo Villas-Bôas (Caio Blat) tinham como objetivo apenas se aventurar por uma parte do Brasil – mesmo em meados do século XX – ainda desconhecida. Um desejo juvenil de se embrenhar por um território novo e inóspito.
Crítica | 12 Horas
Heitor Dhalia é um diretor que sabe como poucos perscrutar os sentimentos mais íntimos de seus personagens, como visto nos recentes O Cheiro do Ralo e À Deriva. Que essa característica tenha desaparecido por completo em sua estreia em Hollywood é um sinal de que algo desandou durante a produção. Estrelado pela sempre estranha Amanda Seyfried, 12 Horas é um suposto thriller de suspense que não funciona de modo satisfatório em nenhum aspecto, soando como uma obra impessoal e, pior ainda, totalmente esquecível.


