Compilado | Heróis Marvel no Cinema (1982-2012)

Compilado | Heróis Marvel no Cinema (1982-2012)

Aproveitando a estreia de Vingadores no cinema na próxima semana, confira abaixo um pequeno guia do que é bom, do que é muito bom e do que não se salva nas adaptações dos super-heróis Marvel para o cinema dos últimos 30 anos. Os filmes estão em ordem cronológica.

Read more

Os Melhores Filmes de 2011

Os Melhores Filmes de 2011

A retrospectiva 2011 do blog A Mosca da Cabeça Branca continua agora com os melhores filmes de 2011. Assim como na categoria anterior, estão considerados apenas os filmes lançados comercialmente no Brasil este ano, no cinema ou direto em vídeo. Por conta disso, temos alguns representantes ainda de 2010 e alguns que poderiam estar na lista (como Drive, A Invenção de Hugo Cabret ou Os Descendentes, por exemplo) que só serão avaliados em 2012. Confira a lista abaixo e veja como 2011 foi um ano de grandes e marcantes experiências no cinema. A lista está em ordem alfabética.

Read more

30 Filmes em 30 Dias (Setembro e Outubro)

30 Filmes em 30 Dias (Setembro e Outubro)

Como sempre, temos aqui a nossa usual lista dos filmes vistos ou revistos nos últimos 30 dias, tanto no cinema como em casa, seja por meio da TV por assinatura, locadora ou Netflix. Para definirmos nossa escala da avaliação, peço que considerem que a nota máxima 5 poderia ir para um filme como Caçadores da Arca Perdida e a nota 1 iria para algo como Mega Tubarão x Polvo Gigante.

Read more

Crítica: Super 8

Crítica: Super 8

A melhor fase da minha adolescência foi o início dos anos 80. Naquele tempo, graças à dupla George Lucas e Steven Spielberg, você tinha a certeza de que ano sim, outro também, um grande filme chegaria às telas de cinema. Assim foi em 1980, com O Império Contra-Ataca, em 1981 com Caçadores da Arca Perdida, 1982 com E.T, 1983 com o Retorno de Jedi, 1984 com Indiana Jones e o Templo da Perdição e 1985 com De Volta para o Futuro.  Não podemos esquecer ainda de pequenos clássicos como  como Poltergeist (1982) Goonies (1985) e Gremlins (1984), estes dois últimos lançados pela toda poderosa Amblin.

Read more

Crítica: Capitão América

Crítica: Capitão América

Capitão América, a última investida da Marvel Studios no cinema é, assim como o foram Homem de Ferro 2 e Thor, uma espécie de teaser para o filme Vingadores, que será lançado no ano que vem. Se, por um lado, isso garante filmes com um nível de produção adequado a este tipo de aventura e um universo de atuação coerente, por outro está criando obras sem personalidade, cujas tramas são obrigatoriamente direcionadas ao filme do ano que vem, em detrimento de  um desenvolvimento melhor  e mais ousadia com seus personagens.

Dirigido pelo experiente Joe Johnston – um dos pioneiros da Industrial Light and Magic, que trabalhou diretamente nos primeiros Star Wars e nos filmes de Indiana Jones e que já havia dirigido bons filmes como Rocketter, Jurassic Park 3 e Jumanji – o filme conta a história do franzino Steve Rogers ( Chris Evans) e sua luta para se alistar no Exército Americano, em plena 2ª Guerra Mundial.

Como todo filme de origem, a primeira parte acaba sendo muito mais interessante do que o restante do filme. Por meio de efeitos especiais não menos que perfeitos, Chris Evans é retratado neste início como uma rapaz baixinho e fracote que é constantemente agredido por todo tipo de valentão. Após um encontro com o cientista Abraham Erskine (Stanley Tucci), Rogers é convocado para participar de uma experiência científica que o transformará no super-soldado conhecido como Capitão América. Como símbolo vivo dos Estados Unidos, nosso herói terá que enfrentar o terrível vilão Johann Schimidt, também conhecido como Caveira Vermelha.

A reconstituição de época é notável, e as cenas fotografadas por de Shelly Johnson parece tiradas diretamente da série Marvels, famosa por retratar os heróis da editora homônima em sua gênese. Como parte do mesmo universo cinematográfico, o filme traz diversas citações aos filmes já produzidos, trazendo inclusive a figura de Howard Stark (Dominic Cooper), o pai de nosso querido Tony Stark , em participação bastante importante na trama, explicando diversos pontos vistos no filme do herói metálico.

O roteiro trabalha de forma inteligente as primeiras funções do Capitão América – atuando como garoto-propaganda do exército para angariar bônus de guerras – e a origem de seu uniforme ufanista. Infelizmente essa inteligência vai se perdendo ao longo do filme, especialmente quando trata do vilão Caveira Vermelha, interpretado de forma  pouco inspirada por Hugo Weaving. Como nas piores histórias dos quadrinhos dos anos 50 e 60, o vilão aqui quer, como sempre, dominar o mundo, embora nunca fique muito claro como ele pretende fazer isso. E pior ainda: o Caveira de Weaving é o típico vilão displicente, fugindo e abandonando seus comparsas sem rosto ao menor sinal de perigo. Numa prova de que não sabe exatamente o que fazer, ele chega a reclamar que o Capitão América está destruindo todas as suas fábricas de armas, sem sequer se preocupar em  mudar ou esvaziar suas instalações antes que o herói chegue nelas.

As cenas de ações dirigidas por Johnston também caracterizam-se por uma burocracia latente, parecendo que existem somente para ocupar espaço na trama. Há uma luta em um  trem que poderia render um grande momento que dura pouco mais de 5 minutos, servindo apenas para se livrar de um personagem que poderia vir a ser interessante, se o roteiro fosse menos preguiçoso.O elenco conta ainda com a bela Hayley Atwell, como Peggy Carter, o interesse romântico do herói,  e com Toby Jones como Arnin Zola, outro vilão tradicional do universo Marvel, também pouco aproveitado na trama. Há ainda um grupo formado por Rogers para suas missões, tirado diretamente das histórias em quadrinhos, cujo efeito é apenas de curiosidade.

Efetivamente, os únicos dois personagens pelos quais nos interessamos na história são o próprio Steve Rogers e o Coronel Chester Phillips, interpretado por Tommy Lee Jones. Longe da canastrice do Tocha Humana, Evans consegue passar de forma sincera seu desejo de participar do esforço de guerra, e seu bom mocismo nunca transparece como uma patriotada exagerada – embora a trilha triunfalista de Alan Silvestri tente a todo custo estragar isso.  Já Tommy Lee Jones consegue transformar o papel clichê do militar durão com coração de ouro em algo autêntico e realista.

Mesmo com estes problemas, Capitão América poderia ser um divertido filme de ação – com citações a filmes como Caçadores da Arca Perdida e a sempre aguardada aparição de Stan Lee – se não fizesse parte de um projeto muito maior, que é a saga Vingadores. Isso leva o filme a uma conclusão abrupta extremamente forçada, deixando boa parte do filme em aberto e reduzindo o papel do Capitão América no conflito mundial a uma única ação militar de resultado duvidoso. Perde-se, ainda, a oportunidade de aproveitar e desenvolver novas tramas no universo visual e tematicamente mais arrebatador da 2ª Guerra Mundial.

Como sempre, após os créditos do filme há uma cena adicional com o primeiro teaser do filme dos Vingadores, no qual podemos (re)ver os personagens do Thor, Homem de Ferro, Gavião Arqueiro e Viúva Negra. Agora, é esperar o ano que vem para ver se estas interferências valeram a pena.

3/5

Poltergeist, quase 30 anos depois

Poltergeist, quase 30 anos depois

Poltergeist estrou nos EUA no dia 4 de julho de 1982. Não por acaso,  o filme abre com o hino americano, que era usualmente tocado ao fim da programação dos canais de televisão aberta naquele período. No momento em que o aparelho de TV fica fora do ar, a caçula da família Freeling desce de seu quarto para a sala e começa a conversar com alguém, ou algo, que supostamente está dentro da televisão. Essa é a primeira aparição do povo da TV.

Produzido por Steven Spielberg em um período inacreditavelmente criativo, Poltergeist foi dirigido por Tobe Hooper, o mesmo homem por trás de O Massacre da Serra Elétrica. A história por trás dessa produção conturbada valeria um outro texto, mas é importante saber que Tobe Hooper seguiu não apenas o roteiro, o storyboard e as orientações de Spielberg, mas teve o diretor ao seu lado em todos os momentos de folga da filmagem de E.T., produzido no mesmo ano. Spielberg ainda editou o filme ao lado de Michael Kahn, seu montador usual. Mesmo quase 30 anos depois, é visível que o filme tem todas as técnicas e as manhas que Spielberg aprimorou ao longo do tempo e em nada lembra trabalhos anteriores ou posteriores de Tobe Hooper (que eventualmente mostrou-se muito limitado em suas realizações, com bombas como Força Sinistra e O Massacre da Serra Elétrica 2). Portanto, para fins de argumentação, passarei a tratar o filme como mais um de Steven Spielberg.

A história é conhecida. Família de classe média que vive no subúrbio passa a conviver com diversos fenômenos estranhos em casa, até que a filha menor é levada para outra dimensão. Com a ajuda de uma especialista, conseguem trazer a filha de volta, mas não sem antes enfrentar a fúria dos espíritos que habitavam um antigo cemitério local.

O filme pode ser visto como um complemento à E.T. Enquanto no filme do alienígena a calmaria do subúrbio é alterada por algo que vêm de fora (ou de outra galáxia), neste o distúrbio vêm de dentro de casa . Vista inicialmente como uma curiosidade divertida, a presença dos espíritos na casa logo mostra-se ameaçadora, com uma árvore gigante tentando engolir o filho do meio e a pequena Carol Anne sendo tragada para dentro do armário. Os efeitos especiais do filme, realizados numa época obviamente pré-CGI, ainda impressionam, mesmo que em alguns casos já não convençam tanto,como no caso da cena em que um dos pesquisadores começa a arrancar pedaços do rosto (evidentemente a única cena que Tobe Hooper teve liberdade para dirigir). É visível, porém, a intenção clara de utilizar efeitos realizados on stage, ou seja, durante as filmagens, como no clímax, com o surgimento dos cadáveres que saem da piscina e do piso da casa.

Contribuem enormemente para o clima de sustos e tensão do filme a excelente trilha sonora de Jerry Goldsmith, com seus metais e coros fantasmagóricos, em um de seus últimos grandes trabalhos, antes de transformar todas as suas trilhas em pastiches de Rambo. O design de som também merece destaque, com vozes e efeitos sonoros colocados de forma subliminar para acentuar o caráter sobrenatural da trama.

Nada disso, porém, teria efeito se o elenco não funcionasse como um relógio. Como a mãe das crianças, Jobeth Williams tem uma atuação memorável, demonstrando, quando necessário, seu lado maternal, o desespero pelo perda da filha, o medo pelo desconhecido que se aproxima e a coragem quando precisa salvar sua família. É uma pena que ela não tenha se destacado mais em seus trabalhos posteriores. Craig. T. Nelson,como o pai, transita com brilho entre a incredulidade e a resignação. Quanto às crianças, o destaque vai para a pequena Carol Anne, interpretada por Heather O´Rourke, natural como poucas crianças de 5 anos conseguem ser nas telas nos dias de hoje. Oliver Robbins e Dominique Dunner, como os filhos mais velhos, também se saem bem.

Há ainda, claro, a oscarizada Beatrice Straight e a pequenina Zelda Rubinstein, no papel de Tangina Barrons, uma clarividente cuja missão principal é limpar casas infestadas por espíritos, que rouba a cena sempre que aparece. Repare, por exemplo, em seu orgulho ao ser filmada após o retorno de Carol Anne.

Há sequencias no filme que se tornaram clássicas, como a do palhaço, a da mãe que se arrasta pelas paredes ou da piscina de cadáveres. Além de contar com a frase clássica “Não vá para a luz”. A trama, ao longo dos anos, tem sido reciclada em diversos filmes. O último, como veremos na próxima semana, é o terror Sobrenatural, que segue todas os passos do original, inclusive com a cena em que um dos pais vai para o além em busca do filho.

Mesmo quase 30 anos depois de realizado, ainda se mantém como um dos mais, se isso é possível, divertidos filmes de terror já realizados, daqueles em que se pula da cadeira a cada 10 minutos e em que nos preocupamos realmente com o destino dos personagens. Há ainda, a crítica pouco sutil à televisão como meio de comunicação, em um período em que o vídeo cassete ameaçava (como sempre) o reinado do cinema.

Infelizmente, o destino dos atores não foi tão feliz como na telona. A atriz Dominique Dunne, que fazia a irmã mais velha, foi assassinada pelo namorado antes da estréia do filme. Heather O´Rourke, que ainda faria duas continuações dispensáveis do filme, faleceu aos 12 anos, em 1988. O ator Julian Beck, que fazia o reverendo Kane em Poltergeist II, morreu durante as filmagens. Coincidências trágicas que ajudaram na criação da maldição de Poltergeist. Lendas urbanas que, felizmente, não impedem a apreciação deste grande filme.

5/5

Vai uma refilmagem aí ?

Vai uma refilmagem aí ?

Os meses de maio, junho e julho são dos mais rentáveis para a indústria cinematográfica mundial. Não por acaso, é justamente nesse período em que os grandes lançamentos do cinema, os chamados blockbusters,  aterrisam em telas brasileiras e mundiais. O culpado de tudo isso, para quem não sabe,  é Steven Spielberg, que lançou Tubarão no verão americano de 1975. George Lucas, com Star Wars (1977), apenas sedimentou essa tendência. Hoje, a maioria dos estúdios aposta todas as suas fichas neste período.

Como se trata, porém, de uma aposta muito alta, com filmes cujo orçamento varia entre U$ 150 e U$ 200 milhões, os estúdios têm cada vez mais se afastado de propostas inovadoras e investido em temas e personagens previamente conhecido do grande público. Uma olhada rápida entre as 20 maiores bilheterias de todos os tempos mostra que a criatividade e o risco estão cada vez mais distantes dos roteiristas e produtores de Hollywood.

Nesta lista temos os filmes da saga Harry Potter (baseados em uma série de livros), os filmes da série Piratas do Caribe (baseados em uma atração de um parque da Disney), O Senhor dos Anéis (baseado em outra série de livros), O Cavaleiro das Trevas (história em quadrinhos) e assim por diante. Mesmo o mega-campeão Avatar não escapa desta lista, pois sua história baseia-se muito no que costumo chamar de tema do colonizador em crise, como em  Pocahontas,  Dança com Lobos ou O Homem Chamado Cavalo.

Não que isso seja uma questão nova. O cinema sempre se alimentou de fontes externas, seja baseando seus filmes em obras literárias, peças de teatro ou mesmo histórias em quadrinhos. O que salta aos olhos, porém, é absoluta falta de critério artístico e de qualidade de certos produtos que estão sendo entregues ao público.

Ao mesmo tempo em que temos filmes sensacionais como o último Harry Potter  ou O Cavaleiro das Trevas, somos obrigados a agüentar coisas como Lanterna Verde, Besouro Verde, Zé Colméia e -  a pior praga possível –  continuações caça-níqueis como Vovó Zona 3, Se Beber Não Case 2 e Transformers 3, este baseado num desenho animado que era baseado numa categoria de brinquedos infantis.

E não pense que esta tendência  é privilégio somente do cinema americano. Mesmo no Brasil, sempre com o pensamento em não se arriscar, temos recebido filmes como Os Normais, A Grande Família, Cilada.com, De Pernas pro Ar, Divã e muitos outros.

São cada vez mais raros cineastas como Christopher Nolan, o diretor de A Origem,um dos melhores filmes do ano passado e um dos poucos que não era baseado em quadrinhos, livros, não era uma refilmagem, um reboot, uma sequência ou uma releitura. E Nolan, mesmo quando trabalhando nos filmes do Batman,  entende que não basta confiar apenas no personagem em si e em sua inserção no imaginário popular. É preciso fazer isso com qualidade.

Claro que há sempre o caso dos Transformers, cuja série está cada vez pior e que cada vez está lucrando mais. No fundo, vai ver, o público também não quer sair da sua zona de conforto.

30 Filmes em 30 dias

30 Filmes em 30 dias

Ou, como diria a minha mãe, você não vê novela?

Abaixo vai uma lista de 30 filmes vistos ou revistos no cinema, DVD ou TV por assinatura no último mês, sempre com aquela base de análise, considerando nota 5 para um filme como O Poderoso Chefão e nota 1 para Super Xuxa contra o Baixo Astral.

Todos com pequenas críticas de 3 a 5 linhas.

1)      Sucker Punch (2011). A primeira obra ‘original’ de Zack Snyder, o mesmo de 300 e Watchmen é um delírio para os olhos, seja pelos cenários deslumbrantes ou pelas garotas em trajes sumários. Pena que todo esse visual esteja a serviço de uma história burocrática, óbvia e sem humor. 3/5

2)      Sem Limites (2011). O filme é um veículo perfeito para o carisma de Bradley Cooper, ´descoberto’ em Se Beber não Case. Escritor fracassado participa de um experimento com uma nova droga que aprimora seu intelecto. A edição moderninha e o ritmo vertiginoso conseguem esconder uma história sem pé nem cabeça. Mas dá para ver sem culpa. 3/5

3)      Desconhecido (2011). Depois que desistiu de ser um ator sério, Liam Neeson embarcou em uma série de filmes de ação descerebrados. Neste ele faz um médico que,após um acidente, não é mais reconhecido por sua mulher ou seus amigos. Claro que, como em todo filme desse tipo, nada é o que parece. A trama mirabolante exige uma grande dose de boa vontade do público. 3/5

4)      X-Men: Primeira Classe (2011). Este filme é simplesmente sensacional. É uma pena que esteja sendo preterido nas bilheterias por bombas como o último Piratas do Caribe ou Se Beber não Case 2. Um reinício da saga dos X-men contada com talento, garra e emoção pelo diretor Matt Vaughn, o mesmo de Kick-Ass (outro filme que merece ser redescoberto). Imperdível 5/5

5)      Meia-noite em Paris (2011). Woody Allen é um cara esperto. Primeiro, por fazer um filme que  aguça ao mesmo tempo a inteligência e a emoção do espectador. E, segundo, por fazer um fime nas ruas da cidade mais linda do mundo. Não tinha como errar. Embora leve ao extremo em relação à sua obra, é uma delícia de filme. 4/5

6)      Megamente (2010).  Todos sabem o que esperar de um filme da Dreamworks: personagens engraçadinhos, citações descaradas de filmes conhecidos e trilha sonora de sucessos antigos. Este não foge à regra, mas a história do vilão que entra em crise por não ter mais o mocinho com que brigar é divertida e consegue até emocionar. Não muito. 3/5

Read more