Crítica | Se Beber, Não Case! Parte III

Crítica | Se Beber, Não Case! Parte III

O bando de lobos está de volta. Na segunda continuação do mega-sucesso de 2009, a trupe que se envolvia em altas confusões buscando descobrir o que acontecera na noite anterior parece estar mais domesticada. E isso não é um bom sinal. Se em Se Beber Não Case! Parte II, o diretor Todd Phillips ainda conseguia um resultado eficiente – provavelmente por só refilmar o primeiro filme substituindo o bebê por um macaco – neste  Se Beber, Não Case! Parte III pouco sobrou do humor sarcástico e politicamente incorreto que chamou a atenção do planeta e colocou o nome de Zach Galifianakis e Bradley Cooper em destaque. Se no primeiro filme a plateia se esbaldava de rir, neste ela apenas ri. E, muitas vezes, de vergonha alheia.

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Crítica | Homem de Ferro 3

Crítica | Homem de Ferro 3

Homem de Ferro 3. Mas também pode chamar de Tony Stark: Marcado para a Morte. Ou Um Milionário na Mira dos Assassinos. Não importa. O que fica claro neste terceiro filme do super-herói metalizado da Marvel é que há cada vez menos espaço para o alter-ego de Tony Stark em seu próprio filme.

Ao colocar o foco quase que exclusivamente sobre os devaneios, dramas e agruras do excêntrico milionário, os produtores investem com segurança naquilo que é o elemento mais forte e de maior empatia com os espectadores: a atuação magnética de Robert Downey Jr., cada vez mais à vontade em seu papel. O que é muito bom. Mas que também carrega a sua dose de problemas.

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Crítica | O Vôo

Crítica | O Vôo

Mesmo se não fosse um ótimo filme – e o é -, O Vôo já seria uma obra de destaque por conter uma das sequências de acidente de avião mais angustiantes e espetaculares já realizadas para o cinema. São mais de 8 minutos de filme em que o diretor Robert Zemeckis mergulha personagens e plateia em uma queda descontrolada, na qual mesmo os mais impassíveis terão seus batimentos acelerados de forma incondicional. Um triunfo de técnica, montagem e direção.

Isto demonstra, de forma satisfatoriamente positiva, que, mesmo após passar os últimos anos investindo em produções calcadas na tecnologia de captura de movimento (e cujo resultado nunca passou do apenas interessante), Robert Zemeckis ainda possui o talento e a visão que presentearam o público com clássicos como Forrest Gump, a trilogia De Volta para o Futuro e Contato.

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Crítica | Lincoln

Crítica | Lincoln

Nos últimos 15 anos anos, tem sido possível contar nos dedos (de apenas uma mão) o número de produções de Steven Spielberg que não tenha sido prejudicadas pela mão pesada do diretor,  por seu excesso de auto-indulgência e por roteiros problemáticos.

Infelizmente, Lincoln, assim como no ano passado já tinha sido com o bisonho Cavalo de Guerra, não escapa desta armadilha e cai na mesma vala de Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal, Guerra dos Mundos, O Terminal e Minority Report. E de um homem que dirigiu A Lista de Schindler e O Resgate do Soldado Ryan, fica difícil engolir algumas opções covardes estabelecidas por ele neste filme, que não apenas enfraquecem o filme, mas o tornam uma obra hipócrita.

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Crítica | A Viagem

Crítica | A Viagem

Não há como negar que A Viagem é um filme ambicioso. A nova obra dos irmão Wachowski, responsáveis pelo primeiro Matrix - e por aquelas continuações descartáveis -, e realizado em parceria com o alemão Tom Tykwer, de Corra, Lola, Corra, é baseado no livro de David Mitchell (que não li), considerado por muitos como infilmável.

Neste ponto, é de se admirar e parabenizar os diretores/roteiristas pela coragem em assumir um desafio de proporções verdadeiramente gigantescas sem aparentar um pingo de apreensão. Por outro lado, fica claro que na tentativa de soar profundo e complexo, A Viagem acaba se revelando um filme simplório em sua filosofia e prejudicado justamente pelo que o marketing vende como seu grande achado: a repetição de seu elenco em diversos papéis ao longo da projeção.

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Crítica | O Hobbit – Uma Jornada Inesperada

Crítica | O Hobbit – Uma Jornada Inesperada

O retorno à Terra-Média promovido por Peter Jackson em O Hobbit – Uma Jornada Inesperada deixa no espectador uma sensação ambígua. Ao mesmo tempo em que é satisfatório reencontrar na tela grande o universo, a riqueza de detalhes, a mitologia e alguns dos personagens criados por J.R.R. Tolkien, é desapontador perceber que falta, neste início de trilogia, exatamente o que  sobrava na obra anterior: o lampejo de criatividade, a inovação e a autenticidade com os quais nos deslumbramos na trilogia Senhor dos Anéis.

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Crítica | Sete Dias com Marilyn

Crítica | Sete Dias com Marilyn

Que fique claro. Sete Dias com Marilyn não é uma biografia da estrela norte-americana falecida em em 1962. Trata-se, com propriedade, de um recorte de um período da vida de Marilyn – mais especificamente, quando voou para Londres para as filmagens de O Príncipe Encantado, em 1957. O que temos de Marilyn é o ponto de vista do jovem Colin Clark, cujo relacionamento com a estrela foi posteriormente revelado no livro Minha Semana com Marilyn, no qual se baseia o filme dirigido por Simon Curtis. Protagonizado por Michelle Williams, o filme, apesar do tom francamente romântico, não traçar um retrato muito favorável da instável – e adorável – estrela. Talvez, por isso mesmo, resulte em um experiência que, se é memorável pela atuação assombrosa de Willams, deixa um estranho gosto amargo na boca ao fim de sua projeção.

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Crítica | A Perseguição

Crítica | A Perseguição

Desde a morte de sua esposa Natasha Richardon num estúpido acidente em uma pista de esqui, Liam Neeson parece ter buscado nos filmes de ação uma forma de catarse em relação a esta inesperada tragédia. A partir de 2009, Neeson deixou de lado papéis mais dramáticos e investiu em obras ligeiras como Fúria de Titãs, Esquadrão Classe A e Desconhecido. Se não são filmes memoráveis, pelo menos estão ainda longe do padrão Nicolas Cage de qualidade. Agora, Neeson retoma a parceria com o diretor Joe Carnahan neste curioso A Perseguição que, se não apresenta nenhuma novidade em termos de roteiro ou direção, tem qualidades suficientes para entreter o espectador sem ofender a sua inteligência – o que sempre é bem-vindo.

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Crítica | À Toda Prova

Crítica | À Toda Prova

Se produzido nos anos 80, é provável que À Toda Prova fosse protagonizado por Cynthia Rothrock, a lutadora de artes marciais que se tornou estrela de filmes de ação de baixo orçamento no período. A comparação não é gratuita. Dirigido por Steven Soderbergh, que no ano passado entregou o sério e pesado

Contágio, o filme À Toda Prova é um típico exemplar do gênero espionagem e vingança deliciosamente descerebrado, com um elenco secundário fabuloso e uma protagonista que, se não tem a menor familiaridade com as artes da atuação, compensa tudo isso com uma presença magnética, sexy e carismática. Read more