Crítica | O Pacto

Crítica | O Pacto

Dirigido pelo veterano Roger Donaldson, O Pacto é mais uma das bem-sucedidas tentativas de Nicolas Cage em afundar sua carreira cada vez mais. Com uma história genérica sobre a busca de justiça por cidadãos comuns vítima de violência – tema já batido desde os anos 70 com a série Desejo de Matar, com o saudoso Charles Bronson – o filme até começa de forma interessante, mas aos poucos se perde em meio a um roteiro repleto de clichês, situações inverossímeis e – pior ainda – que ofendem profundamente a inteligência do espectador, contando ainda com reviravoltas desinteressantes e cenas de ação de dar sono.

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Crítica | Anderson Silva – Como Água

Crítica | Anderson Silva – Como Água

Confesso que só fui saber quem era Anderson Silva após aquele espetacular nocaute que ele aplicou em Victor Belfort em meados do ano passado, quando seu adversário foi à lona com menos de 30 segundos de luta. Assim, foi com muito mais curiosidade do que admiração que fui conferir o documentário Anderson Silva – Como Água, que detalha o período entre a sexta e a sétima defesa do título de peso-médio do lutador brasileiro, quando este passou sessenta dias treinando entre Las Vegas e Los Angeles.

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Crítica | A Mulher de Preto

Crítica | A Mulher de Preto

Depois de sua estreia em 2008 com o angustiante Sem Saída (Eden Lake), o diretor James Watkins retorna ao cinema com esta história de terror nos moldes das obras da histórica produtora Hammer – especialista em filmes do gênero nos anos 60 e 70  e que revelou ao público nomes como Christopher Lee e Peter Cushing. A Mulher de Preto tem também o atrativo (pelo menos para parte do público) de ser o primeiro filme protagonizado por Daniel Radcliffe após a conclusão da saga Harry Potter. Assim como o recente O DespertarA Mulher de Preto busca recriar o clima de filmes como Os Outros ou Os Inocentes, daqueles que se sustentam muito mais pela criação de uma atmosfera de terror do que pelos efeitos gráficos. Por isso, espere muitas aparições nas janelas e nos espelhos, sombras que se movem furtivamente, portas que se fecham sozinhas, ventos e sussurros misteriosos.

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Crítica | Poder Sem Limites

Crítica | Poder Sem Limites

Não há como assistir a Poder Sem Limites, o promissor filme de estreia do jovem Josh Trank, sem imaginar que se trata de uma versão teen do excelente Corpo Fechado, do diretor M. Night Shyamalan. Afinal, enquanto o longa do também promissor (pelo menos na época) Shyamalan tinha um maduro Bruce Willis lidando com a asfixiante descoberta de seus superpoderes, aqui temos basicamente a mesma situação, mas, desta vez, acontecendo com três jovens na faixa de seus 17 anos. E embora o filme possa, à primeira vista, parecer apenas mais um dos inúmeros subprodutos do gênero câmera subjetiva (como os clássicos A Bruxa de Blair e Cloverfield), o trabalho feito em conjunto por Trank e o roteirista Max Landis (sim, filho de John Landis) consegue escapar de maneira brilhante das restrições impostas e estabelecer-se como uma obra de extrema criatividade e inteligência.

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Crítica | Os Descendentes

Crítica | Os Descendentes

A única imagem que temos de Elizabeth, esposa de Matt King, ainda viva é exibida por poucos segundos, bem no início do filme. Piscou, perdeu. Depois, só a veremos com o rosto pálido e magro, com a boca ressecada e repleta de tubos. É essa a sensação que temos ao fim do magnífico Os Descendentes: que tudo na vida passa rápido demais. Se não dermos a devida atenção ao que realmente é importante, nunca mais teremos a chance de recuperar o que já se foi.  Poderemos apenas correr atrás de lembranças e memórias de tempos melhores. Mas, como também fica claro, não se pode viver só do passado, é preciso aprender a se despedir do que já se foi e encarar a realidade como ela é. Despedida. É essa a palavra.

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