Acervo | Gremlins 2 (1990)
A proposta do diretor Joe Dante para Gremlins 2 já é escancarada antes dos créditos iniciais, no momento em que Pernalonga e Patolino discutem sobre quem deve ficar sobre a logo da Warner. A pista é clara. Enquanto o primeiro filme era uma fantasia açucarada (cortesia de Chris Columbus) que aos poucos se revelava uma bizarra versão dos filmes de monstros dos anos 50, a continuação de 1990 é uma comédia escrachada, com elementos surreais e de metalinguagem jogados de forma surpreendente a cada minuto na tela, sem dar espaço para que o espectador possa compreender o que está acontecendo.
Acervo | A Mosca 2 (1989)
Uma das continuações mais equivocadas da história do cinema, A Mosca 2 surpreende por ser um filme com um belo potencial, mas realizado de maneira absolutamente canhestra.
Acervo | Sexta Feira 13 – Partes 4 e 6
Reclamar dos clichês da série Sexta-Feira 13 não apenas é sem sentido como uma gigantesca perda de tempo. Que fique claro, a série de Jason Voorhees, juntamente com a série Halloween, foram as principais criadoras destes clichês tão conhecidos dos slasher movies – e que foram tão bem descontruídos por Wes Craven em sua série Pânico. Da série completa protagonizada pelo assassino de máscara de hockey, as partes 4 e 6 são com certeza as mais interessantes, cada uma por seus méritos próprios. Vejamos:
SEXTA-FEIRA 14 – O CAPÍTULO FINAL (1984)
Dirigido pelo obscuro Joseph Zito, O Capítulo Final é o que melhor se utilizou dos cânones estabelecidos para o gênero. Descontando o bizarro capítulo em 3D, é neste que Jason surge verdadeiramente imbatível com sua máscara que virou marca registrada. A produção descuidada não esconde o baixo orçamento – em certos momentos, é visível a presença das câmeras e certas quedas são notoriamente amaciadas – e o roteiro é incapaz de criar diálogos vagamente inteligentes.
Ainda assim, este filme possui aquelas que são, com certeza, as mortes mais criativas e explícitas de toda a saga – entre as quais se destacam o rapaz empalado por um arpão, a garota que leva uma machada no tórax, Crispin Glover perfurado por um saca-rolhas e levando um cutelo no meio da testa e a jovem esfaqueada no bote inflável – isso sem contar a tão aguardada morte de Jason (assassinado pelo garoto Tommy, interpretado por um então jovem Corey Feldman, de Goonies e Conta Comigo), com direito a um close de seu rosto deformado (cortesia dos efeitos mecânicos dos anos 80) e um facão atravessado em seu crânio.
Nada, porém, bate o olhar insano de Feldman na conclusão do filme, quando, após retalhar o pobre Jason, abraça sua irmã no hospital dizendo que tudo vai ficar bem. Até parece.
SEXTA-FEIRA 13 – PARTE 6 – JASON VIVE (1986)
Após eliminarem Jason na parte 4, os produtores perceberam que haviam cometido um grande erro, matando literalmente sua galinha dos ovos de ouro. Tentaram corrigir a questão na fracassada parte 5, mas o público não queria saber de assassinos genéricos, mas sim do garoto que havia se afogado em Crystal Lake.
Provavelmente influenciados pelo sucesso de Freddy Krueger, que surgira dois anos antes, os produtores resolveram assumir de modo absoluto o lado fantástico da série, ressuscitando Jason e o tornando virtualmente imortal. Escrito e dirigido por Tom McLoughlin, este episódio contava com um orçamento nitidamente maior e com um humor praticamente ausente das edições anteriores.
E mesmo que a contagem de corpos tenha aumentado de forma contundente, a violência diminuiu na mesma medida. Excetuando-se a morte do delegado (dobrado ao meio por Jason), quase não há closes explícitos ou sangue em excesso. Por outro lado, a direção de McLoughlin consegue se manter dinâmica e com um bom ritmo – mesmo que fique claro para o espectador que o gênero já se encontrava em franca decadência. Não por acaso, este foi o último filme efetivamente marcante da série. Depois desse, Jason seria apenas um pastiche do assassino sanguinário dos anos iniciais.
Trailer | The Cabin in The Woods
O novo filme de Drew Goddard, de Cloverfield, parte de uma premissa básica – a dos jovens isolados em uma casa na floresta – para, supostamente, subverter as regras do gênero. Co-escrito com Joss Whedon, o filme tem estreia marcada nos EUA para o dia 13 de abril. Vale ficar de olho.
Review | Mientras Duermes (2011)
Mientras Duermes (Enquanto Você Dorme) é um eficiente suspense psicológico do diretor Jaume Balagueró (de REC), que aqui abandona o terror explícito e investe numa trama sobre um zelador (o interessante Luís Tosar, de Lope) obcecado por Clara (a bela Marta Etura), uma jovem moradora do pequeno condomínio em que trabalha.
Review | Absentia (2011)
Dirigido por Mike Flanagan, o filme é uma produção de baixo orçamento (cerca de US$ 70 mil), filmada com câmeras digitais e editada, provavelmente, na casa do diretor.
Ainda assim, Absentia (sem probabilidade de lançamento no cinema, talvez em home vídeo) é uma boa surpresa para quem gosta de histórias que investem muito mais na sugestão do horror do que em sua materialização. Com uma trama claramente inspirada nos trabalhos de Stephen King, o filme conta a história da grávida Tricia (Coutney Bell) cujo marido desapareceu há mais de 7 anos.
Trailer | Piranha 3DD
A continuação de Piranha 3D ganha um novo trailer, dessa vez com mais cenas de nudez e violência. Não precisamos dizer, mas o trailer é aconselhado somente para maiores.
Piranha 3DD estreia nos EUA em 23 de novembro. Confira.
Trailer | Prometheus
Não só o filme conta com um dos melhores elencos do mundo (Michael Fassbender, Noomi Rapace, Charlize Theron, Idris Elba, Guy Pearce e o gêmeo do Tom Hardy, Logan Marshall-Green) como é o retorno de Ridley Scott à franquia que o consagrou mundialmente. Sim, se você não sabe Prometheus é uma espécie de prequel de Alien, mostrando o primeiro contato dos humanos com a criatura que sangra ácido. Imperdível.
Estreia nos EUA em 8 de junho.
Crítica | A Mulher de Preto
Depois de sua estreia em 2008 com o angustiante Sem Saída (Eden Lake), o diretor James Watkins retorna ao cinema com esta história de terror nos moldes das obras da histórica produtora Hammer – especialista em filmes do gênero nos anos 60 e 70 e que revelou ao público nomes como Christopher Lee e Peter Cushing. A Mulher de Preto tem também o atrativo (pelo menos para parte do público) de ser o primeiro filme protagonizado por Daniel Radcliffe após a conclusão da saga Harry Potter. Assim como o recente O Despertar, A Mulher de Preto busca recriar o clima de filmes como Os Outros ou Os Inocentes, daqueles que se sustentam muito mais pela criação de uma atmosfera de terror do que pelos efeitos gráficos. Por isso, espere muitas aparições nas janelas e nos espelhos, sombras que se movem furtivamente, portas que se fecham sozinhas, ventos e sussurros misteriosos.



