Crítica | A Morte do Demônio (2013)

Crítica | A Morte do Demônio (2013)

E lá se vão mais de 30 anos desde que Sam Raimi e sua trupe de amigos juntaram alguns milhares de dólares para fazer um dos mais divertidos e alucinantes filmes de horror de todos os tempos. Ao longo deste período, o gênero conheceu sucessos e fiascos, sendo aos poucos desconstruído de diversas maneiras, seja pela paródia assumida (em especial a partir de Sexta-Feira 13 – parte VI), por revisões que brincavam com seus cânones e clichês (a série Pânico) até ser ter sua linguagem e estrutura dissecados pelo excelente O Segredo da Cabana.

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Review | Frankenweenie (2012)

Review | Frankenweenie (2012)

É extremamente satisfatório perceber que Tim Burton ainda consegue surpreender.

Preso há uma produção de remakes e refilmagens há mais de uma década, o cineasta tem nos brindado com alguns filmes inspirados (Sweeney Todd, A Noiva Cadáver), mas ao mesmo tempo, entregue uma série de filmes mornos no qual somente sua assinatura visual consegue se destacar, como o horrível Alice no País das Maravilhas e o mediano Sombras da Noite.

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Rápidas | V/H/S

Rápidas | V/H/S

O gênero de found footage já gerou muita coisa boa (A Bruxa de Blair, Cloverfield, Atividades Paranormal 1 e 3 e o subestimado Poder Sem Limites). Já deu origem a muita porcaria também (como os horrendos Filha do Mal e Apollo 18).

Rápidas | Chernobyl

Rápidas | Chernobyl

O cenário é aterrorizante. Imagine ficar preso na cidade-fantasma próxima à usina de Chernobyl, na Rússia, e ainda ser perseguido por estranhas criaturas.

A nova invenção de Oren Peli (diretor do primeiro Atividade Paranormal) parte de uma ótima premissa e carrega forte nos clichês do gênero. Há alguns (dois) bons sustos e a dose usual de canastrice do elenco principal.

Quando insiste no clima de suspense e na sugestão da ameaça, o filme até que funciona. Quando, porém, o terror se torna explícito,o filme cai na vala comum de tantos outros sobre seres estranhos que vivem em cidades radioativas – que nem a conclusão aflitiva consegue redimir.

Chernobyl (2012). Dirigido por Bradley Parker. Com Jesse McCartney, Jonathan Sadowski and Olivia Dudley

Rápidas | A Entidade

Rápidas | A Entidade

Ellison Oswalt (Ethan Hawke) escreve livros nos quais investiga crimes verdadeiros. Em busca de um novo sucesso literário, leva sua mulher e seus filhos para morar na casa onde, anos antes, uma família havia sido en

Acervo | Gremlins 2 (1990)

Acervo | Gremlins 2 (1990)

A proposta do diretor Joe Dante para Gremlins 2 já é escancarada antes dos créditos iniciais, no momento em que Pernalonga e Patolino discutem sobre quem deve ficar sobre a logo da Warner. A pista é clara. Enquanto o primeiro filme era uma fantasia açucarada (cortesia de Chris Columbus) que aos poucos se revelava uma bizarra versão dos filmes de monstros dos anos 50, a continuação de 1990 é uma comédia escrachada, com elementos surreais e de metalinguagem jogados de forma surpreendente a cada minuto na tela, sem dar espaço para que o espectador possa compreender o que está acontecendo.

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Acervo | A Mosca 2 (1989)

Acervo | A Mosca 2 (1989)

Uma das continuações mais equivocadas da história do cinema, A Mosca 2 surpreende por ser um filme com um belo potencial, mas realizado de maneira absolutamente canhestra.

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Acervo | Sexta Feira 13 – Partes 4 e 6

Acervo | Sexta Feira 13 – Partes 4 e 6

Reclamar dos clichês da série Sexta-Feira 13 não apenas é sem sentido como uma gigantesca perda de tempo. Que fique claro, a série de Jason Voorhees, juntamente com a série Halloween, foram as principais criadoras destes clichês tão conhecidos dos slasher movies – e que foram tão bem descontruídos por Wes Craven em sua série Pânico. Da série completa protagonizada pelo assassino de máscara de hockey, as partes 4 e 6 são com certeza as mais interessantes, cada uma por seus méritos próprios. Vejamos:

SEXTA-FEIRA 14 – O CAPÍTULO FINAL (1984)

Dirigido pelo obscuro Joseph Zito, O Capítulo Final é o que melhor se utilizou dos cânones estabelecidos para o gênero. Descontando o bizarro capítulo em 3D, é neste que Jason surge verdadeiramente imbatível com sua máscara que virou marca registrada. A produção descuidada não esconde o baixo orçamento – em certos momentos, é visível a presença das câmeras e certas quedas são notoriamente amaciadas – e o roteiro é incapaz de criar diálogos vagamente inteligentes.

Ainda assim, este filme possui aquelas que são, com certeza, as mortes mais criativas e explícitas de toda a saga – entre as quais se destacam o rapaz empalado por um arpão, a garota que leva uma machada no tórax, Crispin Glover perfurado por um saca-rolhas e levando um cutelo no meio da testa e a jovem esfaqueada no bote inflável – isso sem contar a tão aguardada morte de Jason (assassinado pelo garoto Tommy, interpretado por um então  jovem Corey Feldman, de Goonies e Conta Comigo), com direito a um close de seu rosto deformado (cortesia dos efeitos mecânicos dos anos 80) e um facão atravessado em seu crânio.

Nada, porém, bate o olhar insano de Feldman na conclusão do filme, quando, após retalhar o pobre Jason, abraça sua irmã no hospital dizendo que tudo vai ficar bem. Até parece.

SEXTA-FEIRA 13 – PARTE 6 – JASON VIVE (1986)

Após eliminarem Jason na parte 4, os produtores perceberam que haviam cometido um grande erro, matando literalmente sua galinha dos ovos de ouro. Tentaram corrigir a questão na fracassada parte 5, mas o público não queria saber de assassinos genéricos, mas sim do garoto que havia se afogado em Crystal Lake.

Provavelmente influenciados pelo sucesso de Freddy Krueger, que surgira dois anos antes, os produtores resolveram assumir de modo absoluto o lado fantástico da série, ressuscitando Jason e o tornando virtualmente imortal. Escrito e dirigido por Tom McLoughlin, este episódio contava com um orçamento nitidamente maior e com um humor praticamente ausente das edições anteriores.

E mesmo que a contagem de corpos tenha aumentado de forma contundente, a violência diminuiu na mesma medida. Excetuando-se a morte do delegado (dobrado ao meio por Jason), quase não há closes explícitos ou sangue em excesso. Por outro lado, a direção de McLoughlin consegue se manter dinâmica e com um bom ritmo – mesmo que fique claro para o espectador que o gênero já se encontrava em franca decadência. Não por acaso, este foi o último filme efetivamente marcante da série. Depois desse, Jason seria apenas um pastiche do assassino sanguinário dos anos iniciais.

Trailer | The Cabin in The Woods

Trailer | The Cabin in The Woods

O novo filme de Drew Goddard, de Cloverfield, parte de uma premissa básica – a dos jovens isolados em uma casa na floresta – para, supostamente, subverter as regras do gênero. Co-escrito com Joss Whedon, o filme tem estreia marcada nos EUA para o dia 13 de abril. Vale ficar de olho.

Review | Mientras Duermes (2011)

Review | Mientras Duermes (2011)

Mientras Duermes (Enquanto Você Dorme) é um eficiente suspense psicológico do diretor Jaume Balagueró (de REC), que aqui abandona o terror explícito e investe numa trama sobre um zelador (o interessante Luís Tosar, de Lope)  obcecado por Clara (a bela Marta Etura), uma jovem moradora do pequeno condomínio em que trabalha.

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